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Eu, A Dama Rica Renascida Após O Divórcio romance Capítulo 337

O narcisismo de Antônio Leite era tanto que revirava o estômago de Brenda Zanetti.

Mas, dessa vez, Brenda não o contestou. Apenas observou enquanto Antônio abria a garrafa térmica, servia uma xícara de um chá escuro e morno e a encarava com a testa franzida.

Ela esboçou um sorriso, assentiu com a cabeça e fez um gesto para que ele bebesse.

Antônio estreitou os olhos para ela, o cheiro desagradável do chá pairando no ar. Ele hesitou por um longo momento, mas por fim, recuou.

— Deixa para lá, bebo isso mais tarde.

Ele despejou o chá de volta na garrafa e fechou a tampa.

— Vamos, eu te levo para casa — disse Antônio naturalmente, enquanto se virava para trancar a porta do escritório.

Brenda observou as costas do homem com frieza, mas sua voz soou suave:

— Diretor Leite, o senhor tem tempo para me levar agora? Pensei que estivesse de saída.

— É caminho, e sua casa não é longe — ele respondeu com um leve sorriso, fazendo uma pausa antes de continuar. — Depois que eu te deixar, vou resolver minhas outras coisas.

Ângela Anjos e os outros ainda não haviam chegado, e, de qualquer forma, já havia gente no hotel para recebê-los. Levar Brenda não atrasaria Antônio em nada.

Brenda não recusou.

Durante o trajeto, o celular de Antônio acendeu, mas ele nem sequer olhou, muito menos atendeu.

Brenda não conseguiu se conter.

— Diretor Leite, se estiver ocupado, pode me deixar por aqui.

— Não se preocupe, estamos quase chegando — disse Antônio, com os olhos fixos na estrada.

As luzes noturnas delineavam o contorno de seu rosto, fazendo-o parecer, por um raro momento, menos repulsivo e mais elegantemente frio.

Contudo, Brenda não estava com cabeça para apreciar sua aparência. Sua mente estava focada em como conseguiria arrancar alguma informação útil de Antônio para contar a Yolanda Luz.

Com Yolanda fora da empresa, era ainda mais crucial se precaver contra os pequenos movimentos do inimigo.

— Diretor Leite, o senhor tem algum compromisso?

Vendo que Antônio não parecia disposto a conversar, Brenda tomou a iniciativa.

Como esperado, Antônio lançou-lhe um olhar de soslaio.

— Sim, tenho.

— É um cliente muito importante? — Brenda apontou para o paletó dele. O homem tinha trocado de roupa, e o perfume, que antes estava suave, agora era forte e sufocante.

Brenda já havia notado que, sempre que Antônio ia encontrar um cliente, o cheiro do perfume era intenso.

— Pode-se dizer que sim — respondeu ele, respirando fundo, com um leve sorriso surgindo no canto dos lábios enquanto a observava pelo canto do olho.

— ...

O homem estava excepcionalmente quieto hoje. Normalmente, se Brenda fizesse algumas perguntas, Antônio aproveitaria a oportunidade para flertar com ela.

Brenda cerrou os punhos e não disse mais nada.

Quando o carro parou no semáforo, Antônio apoiou o cotovelo na janela. Ele olhou para fora e, pelo reflexo do vidro, viu a mulher ao seu lado de cabeça baixa, como se estivesse tramando algo.

Logo o sinal abriu. Faltava apenas um quarteirão para chegar perto da casa de Brenda, mas, de repente, Antônio virou o volante bruscamente.

Brenda ficou surpresa.

— Diretor Leite... essa não é a direção certa.

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