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Eu, A Dama Rica Renascida Após O Divórcio romance Capítulo 345

Percebendo a mudança na expressão de Yolanda, Simão, como se adivinhasse seus pensamentos, retirou a mão e a puxou para mais perto em seus braços.

— A noite está fria. Sem você, a cama não fica quente.

— Fala sério. Mesmo resfriado, você não se agasalha direito... Ficou esperando lá fora por muito tempo, não foi?

Yolanda beliscou o rosto do homem, repreendendo-o com carinho.

A temperatura havia caído recentemente, e o pijama de Simão era fino. Ele provavelmente ficou do lado de fora do banheiro, sem querer incomodá-la.

Ele era sempre assim, pensando nos outros, mas era ele quem mais precisava de cuidados.

— Estou bem.

Ouvindo a preocupação de Yolanda, o rosto de Simão se encheu de uma ternura infinita. Ele acariciou suas sobrancelhas finas, como se nunca se cansasse de olhá-la.

— Yolanda, você parecia um pouco indisposta agora há pouco. Está tudo bem?

Yolanda havia se esquecido disso. Com a menção de Simão, ela assentiu.

— Senti um pouco de enjoo, mas foi passageiro. Já passou.

— Desconforto no estômago? — Simão franziu a testa, ameaçando se levantar.

Yolanda sabia que ele queria chamar um médico e o segurou.

— Deve ter sido um desconforto psicológico. Meu corpo está se sentindo bem.

Simão disse:

— Mesmo assim, precisamos ir ao hospital para um check-up, para eu ficar tranquilo.

Yolanda assentiu.

— Certo, faremos um check-up assim que voltarmos.

Vendo a mulher concordar docilmente, Simão se virou de volta. Sua mão, agora quente, pousou suavemente sobre o abdômen de Yolanda, por cima do pijama.

— Vou massagear para você.

— ...

O coração de Yolanda se aqueceu. Embora não estivesse mais desconfortável, ela, como uma criança dependente, assentiu obedientemente.

O carinho de Simão por ela era profundo. Quando Yolanda massageava suas costas, ele mal a deixava fazer por mais de um minuto, mas quando ele massageava o abdômen dela, não importava quanto tempo passasse, ele não se cansava. Mesmo que Yolanda afastasse sua mão várias vezes, dizendo que já estava bom, logo ele voltava a massagear.

A palma da mão do homem era reconfortante. Da massagem suave à mais profunda, ele parecia determinado a aliviar cada ponto de desconforto de Yolanda.

Aninhada nos braços do homem, Yolanda logo sentiu as pálpebras pesarem e adormeceu tranquilamente.

Mas Simão demorou muito para sentir sono.

Ao amanhecer, ele foi acordado por uma queimação no estômago. Aproveitando que Yolanda ainda dormia, correu para o banheiro e vomitou tudo.

Nos últimos dias, Simão comera muito pouco. Seu estômago estava vazio, e depois de expelir todo o ácido, vieram traços de sangue. Mas, desta vez, a quantidade de sangue era maior do que antes. Depois de vomitar por um bom tempo, o gosto metálico ainda permanecia em sua boca.

Simão franziu a testa. Ao ver seu rosto pálido e doentio no espelho, uma onda de inquietação o invadiu.

Será que havia algo realmente errado com seu corpo?

De volta à cama, o rosto adormecido de Yolanda ainda era sereno e tranquilo. A luz do sol começava a se infiltrar pelas frestas da cortina, alcançando os cabelos da mulher.

Ela estava ali, encolhida na cama macia, aninhada ao seu lado, sem intenção de partir.

Uma cena de paz e tranquilidade, exatamente o que ele sempre desejara.

Na noite anterior, depois de sair da casa de Brenda, ele passou a noite bebendo em um bar e agora se sentia péssimo.

Somente depois de um banho, quando se sentiu mais desperto, Antônio pegou o celular e respondeu, pedindo à equipe da empresa que recebesse Ângela primeiro, que ele chegaria em breve.

Depois de desligar, Antônio olhou novamente para a tela de mensagens.

A noite inteira se passou, e aquela garota, Brenda, realmente conseguiu se manter calma, sem dar nenhum sinal.

Mas, a essa altura, as emoções de Antônio também já haviam se acalmado. Sua mente trabalhava rápido, pensando no motivo de Brenda ter pego seu celular.

O que ele tinha no celular era, no máximo, o projeto de parceria com a Hustang. Mas, mesmo que ela visse o projeto, estava tudo em conformidade. O que ela poderia fazer?

"Toc, toc—"

Ângela acabara de falar com Júlio ao telefone quando viu uma sombra se mover na porta.

Pensando que Antônio havia chegado, ela se apressou em abrir.

Para sua surpresa, do lado de fora havia um rosto desconhecido.

A mulher tinha uma beleza fria e delicada, e uma aura afiada. Assim que Ângela abriu a porta, ela entrou diretamente.

Naquele momento, não havia mais ninguém na sala além de Ângela. Sobre a mesa, havia documentos abertos.

Como ainda era cedo, as pessoas da Hustang que acompanhavam Ângela haviam saído.

— A senhora é a Srta. Ângela?

Luana examinou Ângela por alguns segundos e sentou-se na cadeira à sua frente.

***

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