Após a descrição da pessoa, Antônio se levantou abruptamente.
Apenas duas mulheres na empresa teriam motivos para abordar Ângela: Brenda ou Luana.
A descrição de uma mulher "com uma aura fria, quase como a de uma líder" só podia se referir a Luana.
Antônio foi direto para a mesa de Luana. Ela não estava lá. Ele pensou um pouco e correu para a área de descanso. Se Luana levou alguém para trocar de roupa, só podia ser no provador.
O provador dos funcionários era dividido em masculino e feminino.
Quando Antônio se dirigiu ao provador feminino, atraiu a atenção de muitas pessoas. Os colegas de Luana o seguiram imediatamente. Yolanda havia pedido a eles que cuidassem de Luana, dizendo que ela era muito direta e poderia ofender as pessoas. Agora, com Antônio vindo procurá-la de forma tão ostensiva, todos ficaram apreensivos.
— Luana, o que você está fazendo?
Antônio já estava com a paciência no limite. Ao ver Luana parada na frente do provador, bloqueando a porta, sua expressão se tornou assustadora.
Luana não esperava que Antônio chegasse tão rápido. Ela se postou na frente dele.
— Diretor Leite, este é o provador feminino. O senhor não se enganou de lugar?
Luana, claro, estava se fazendo de desentendida. Chegando a esse ponto, ela tinha que ganhar o máximo de tempo possível.
Ângela, lá dentro, ouviu vozes e gritou:
— Diretor Leite? É o senhor, Diretor Leite?
Ela batia na porta desesperadamente.
— Estou trancada aqui! Diretor Leite!
— Abra a porta — ordenou Antônio com frieza, seus olhos fuzilando Luana.
Era inacreditável. Primeiro Brenda, agora Luana. Duas mulheres loucas. Em toda a sua vida, em todo o seu tempo no Grupo Leite, ele nunca havia se deparado com algo tão absurdo. Sylvia tinha razão: desde que Yolanda voltou, o clima no Grupo Leite havia mudado.
— Eu... eu não sei onde está a chave.
Luana franziu a testa e recuou alguns passos, sentindo-se culpada. A aparência de Antônio era assustadora e, além disso, ela não tinha nenhum motivo para trancar Ângela no provador. Se fosse questionada, nem mesmo Yolanda poderia defendê-la... Mas, com suas habilidades, essa era a única maneira de ganhar tempo. Ela havia prometido esperar por Lucas e, mesmo que tivesse que enfrentar as consequências, precisava aguentar firme.
— ...
Antônio não perdeu tempo com Luana. Ele agarrou o pulso da mulher e forçou sua mão a se abrir.
Não havia chave na palma da mão de Luana.
Ela lançou um olhar furioso para Antônio e se soltou com força.
— Não me toque.
— A chave — repetiu Antônio, rangendo os dentes.
Luana não respondeu. Nesse momento, um assistente chegou apressado com a chave reserva.
Antônio fez um sinal para o assistente abrir a porta, mas Luana se colocou na frente novamente.
— Vocês sabem quem é a Ângela? Ela não é uma boa pessoa! Estou fazendo isso pelo bem do Grupo Leite!


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