Os olhos de Luana se arregalaram ligeiramente.
— Se eu desse uma resposta vaga ou até mesmo aceitasse o noivado para resolver o problema imediato, estaria enganando e usando-a. Não posso fazer isso.
— Mas... se você recusar o noivado agora, vai enfurecer a todos... e a Srta. Barros ficará em uma situação muito constrangedora.
Luana ficou paralisada por alguns segundos. Lucas estava certo, mas a situação atual não permitia tal atitude.
Eles já haviam abandonado Patrícia em público.
Se não lhe dessem uma saída honrosa, Alexandre provavelmente não perdoaria Lucas.
Nesse momento, as batidas na porta ficaram mais fortes.
A voz de Alexandre finalmente chegou até eles.
— Lucas! Abra a porta.
O coração de Luana apertou, e a voz de Lucas soou novamente em seu ouvido.
— Você tem medo?
— Medo de quê? — Luana franziu a testa.
— De anunciar nosso casamento. — No rosto tenso de Lucas, de repente, surgiu um traço de zombaria.
Luana sentiu um arrepio.
Claro que ela não tinha medo de nada.
Ela já havia suportado muitos insultos ao longo dos anos. Como a Família Rocha a tratava, como o mundo a via, nada disso importava mais para ela.
Mas, mesmo assim, a ideia de anunciar o casamento deles em público a fez hesitar.
Mesmo que ela não se importasse com a histeria da Família Rocha, e quanto a Lucas? Ele aguentaria a pressão?
— Não seja impulsivo. Seu pai não vai te perdoar...
— Por acaso eu fui pouco impulsivo até agora? Além do mais, comparado a você, minhas impulsividades não são nada.
Lucas bufou com um sorriso.
Luana suspirou, impotente. Como ele conseguia fazer piada com ela em um momento como aquele?
Uma multidão já se aglomerava do lado de fora da porta. Com a inauguração da loja, tudo estava um pouco caótico. Alexandre levou um tempo para encontrar a chave da sala privativa.
Quando a porta foi aberta, quase todos se aproximaram para assistir ao espetáculo.

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