Apertando a palma da mão, Margarida começou a sentir o coração apertado, a respiração se tornou ofegante e pesada.
Realmente era enjoo de gravidez, então ela não conseguia controlar esse sintoma. Firmino já suspeitava que ela estivesse grávida, e o enjoo só faria aumentar as desconfianças dele.
De repente, Margarida foi tomada por um sentimento de impotência.
Ela queria se divorciar, mas encontrava dificuldades em todos os aspectos.
Divorciar-se parecia mais difícil do que casar.
Soltou um longo suspiro e decidiu esperar por uma oportunidade para descobrir se aquilo era mesmo enjoo de gravidez ou apenas repulsa por Firmino.
Sentia gosto de sangue na boca, o que causava ainda mais náusea.
Tentava se acalmar mentalmente, buscando manter a compostura. Margarida se recompôs antes de abrir a porta.
Firmino estava com o rosto fechado e, ao vê-la sair, lançou-lhe um olhar sombrio. “Pensei que você fosse ficar trancada aí dentro para sempre.”
“Quem errou não fui eu, não vou passar a vida escondida das pessoas por vergonha. Fechei a porta só porque não queria ver o seu rosto.”
Ela o encarou friamente. “Tenho medo de ver a sua cara e acabar vomitando de novo.”
O semblante de Firmino ficou imediatamente ainda mais sombrio, o olhar carregado de fúria quase saltando dos olhos.
Margarida ergueu o queixo. “Se não gosta de me ver, então assine logo os papéis do divórcio. Caso contrário, só vai passar mais raiva daqui pra frente.”
Firmino a encarou com intensidade e seriedade, sem revelar o que estava pensando, o olhar mudando a todo instante.
Depois de um longo tempo, ele finalmente esboçou um sorriso, mas para Margarida, aquilo soou ameaçador, deixando-a apreensiva.
Ela tinha quase certeza de que Firmino relacionara o enjoo ao fato de ela estar grávida.
Firmino de fato pensou em enjoo de gravidez.
“Por que eu ficaria bravo com você?” Ele rapidamente recuperou a expressão normal, trocando de humor em segundos, chegando até a segurar a mão dela de forma proposital.
“Margarida, já esqueceu o que te disse ontem à noite? Quer que eu te lembre de novo?”
Margarida, puxada por ele, não sentiu calor algum, apenas frieza.
Ele falava sorrindo, mas era uma advertência.

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