O celular de Vânia tocou. Ela atendeu à ligação, lançando um olhar complexo para Margarida. Assim que encerrou a chamada, fez sinal para que a equipe retirasse “Quebrando o Casulo” do local.
“Senhora Pacheco, sua obra está envolvida em uma acusação de plágio. Para não prejudicar a exposição, terei que retirá-la por enquanto.”
“Eu acredito que a senhora não cometeu plágio. Assim que conseguir provar sua inocência, reservo um espaço para sua próxima obra na próxima exposição.”
Margarida agradeceu a Vânia. Assim que saiu da exposição, recebeu uma ligação de Paula.
“Margarida, a Andreia está fazendo uma live, te acusando de plagiar o quadro dela. Disse também que, se você não pedir desculpas publicamente, o Grupo Gonçalves vai te processar.”
Paula, com o tablet na mão, acompanhava a transmissão ao vivo de Andreia. Levantou-se bruscamente. “Margarida, o site oficial do Grupo Gonçalves está te marcando publicamente, exigindo um pedido de desculpas. Caso contrário, vão te enviar uma notificação extrajudicial.”
Margarida apertou o celular com força.
Andreia distorceu a verdade, e Firmino a encobria.
Ele sabia muito bem que “Quebrando o Casulo” era fruto do trabalho árduo dela.
Ela lhe mostrara o rascunho inicial enquanto pintava, inclusive pedindo sua opinião.
Quando ela procurou Vânia para incluir o quadro na exposição, Firmino gastou dinheiro para organizar uma exposição exclusiva para Andreia.
Agora queriam processá-la?
O rosto de Margarida assumiu uma expressão gélida.
Ela possuía provas em mãos. Queria ver como Andreia sairia dessa.
Após desligar o telefone com Paula, Margarida dirigiu-se para casa, subindo diretamente ao ateliê no terceiro andar.
A porta estava entreaberta, o que lhe causou uma sensação de inquietação. Empurrou a porta apressada e, de repente, uma chama chamou sua atenção. Margarida arregalou os olhos e correu desesperada para salvar seus rascunhos.
Andreia, ao vê-la se aproximar, jogou todos os rascunhos restantes na fogueira.
“Não!” Margarida quase perdeu a voz, deslizando de joelhos até o chão, enfiando a mão no fogo para resgatar os papéis. Mas as chamas consumiram rápido demais, e ela viu seus rascunhos virarem cinzas diante dos próprios olhos.
Margarida ignorou a dor ardente nos dedos, encarando Andreia com fúria.

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