O médico colocou a vítima cuidadosamente na maca. Entre os espectadores presentes, alguém gravou o rosto da mulher, e mesmo com sangue no rosto, Margarida ainda conseguiu reconhecê-la.
Era Andreia.
Andreia sofrera um acidente de carro.
Ela conferiu o horário em que o vídeo fora publicado, pouco depois das dez da manhã. Agora já eram mais de três da tarde.
Margarida bloqueou a tela do celular, compreendendo por que Firmino não comparecera à sessão de fotos da revista.
Ele estava agora no hospital, ao lado de Andreia. Era impossível que ele se lembrasse de que ela ainda o aguardava.
Margarida recostou-se, fechou os olhos fingindo descansar, mas acabou adormecendo. No meio do caminho, o motorista recebeu uma ligação e mudou o trajeto de volta para a mansão.
Ela foi acordada por Franklin.
Ao abrir os olhos, Margarida viu Franklin na porta do carro e, atrás dele, o prédio do hospital.
“Por que devo ir ao hospital?” Ela sentou-se ereta, sem descer imediatamente do carro.
“O senhor Gonçalves pediu que a senhora viesse.” Franklin abriu espaço na porta e se afastou. “Senhora, por favor, desça.”
Por que Firmino a chamaria ao hospital?
Margarida refletiu e logo suspeitou de uma possibilidade. Virou-se para Franklin. “Será que ele desconfia que fui eu quem mandou causar o acidente da Andreia?”
Franklin limitou-se a dizer: “Senhora, a senhora saberá quando chegar lá.”
Percebendo que ele não queria falar mais, Margarida não insistiu.
Franklin empurrou a porta do quarto. Logo à frente, Margarida viu todos os membros da família Gonçalves ao redor do leito de Andreia, demonstrando preocupação e dando-lhe assistência.

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