“Agora é você quem quer as provas que tenho em mãos, é você quem precisa me implorar. Quando se compra algo, paga-se um sinal antes, você não vê problema nisso, não?”
“Sem ver as provas, não vou te dar dinheiro.” Assim que Margarida terminou de falar, Daiane zombou: “Sra. Gonçalves, por acaso ficou tanto tempo como dona de casa que já não sabe qual postura deve ter ao pedir um favor?”
Após dizer isso, Daiane desligou o telefone e ligou imediatamente para Andreia.
“Sra. Barros, há pouco Margarida me ligou. Ela me ofereceu quinhentos mil reais para ir contar toda a verdade ao Sr. Gonçalves, dizendo que tudo o que aconteceu foi a seu mando. Sra. Barros, não acha que deveria mostrar mais boa vontade do que a Sra. Gonçalves? Só assim nossa parceria poderia durar.”
Andreia caminhou até o final do corredor com o celular na mão, e ao ouvir aquilo, seu rosto se fechou.
Quinhentos mil?
Era um verdadeiro absurdo.
Nem para resolver tarefas simples ela servia, ainda tinha coragem de pedir quinhentos mil.
Margarida era mesmo ingênua, não sentia pena do dinheiro porque não era ela quem ganhava.
O dinheiro de Firmino, ela gastava quanto quisesse; afinal, tudo aquilo seria dela futuramente.
Andreia sempre achava que cada centavo gasto por Margarida pertencia a ela, e isso a incomodava profundamente.
“Você tem provas?”
Ela riu friamente. “Mesmo que tivesse, acha que Firmino acreditaria só porque você mostrasse?”
“Daiane, só pessoas do Grupo Gonçalves sabem desse assunto. Se você ousar falar besteira, cuidado para não ser boicotada. Eu posso garantir que você não consiga mais nada.”
“Seu pai ainda está no hospital, é bom lembrar que quem se contenta com o que tem é mais feliz. Pense bem.”
Andreia não deu chance para Daiane responder, cortou a ligação e soltou uma risada de desprezo.
Margarida foi procurar Daiane?
Isso era totalmente inútil.

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