Ele atendeu, e a voz ansiosa de Helder, pai de Firmino, soou imediatamente pelo telefone: “Venha ao hospital o quanto antes, preciso conversar com você sobre algo importante. Não deixe Margarida saber, para evitar que ela cause confusão.”
Firmino parou de desabotoar a camisa, um olhar sombrio passou por seus olhos. “Estou indo agora mesmo.”
Desligou o telefone e encarou o olhar calmo da mulher, sentindo uma inexplicável inquietação.
Desviou o olhar. “Aconteceu algo na empresa que preciso resolver. Descanse bem, não precisa me esperar esta noite, talvez eu volte tarde.”
“Está bem.” Margarida assentiu com a cabeça.
Firmino beijou sua testa, foi rapidamente ao hospital e, ao entrar no quarto, percebeu a atmosfera pesada.
Andreia estava deitada na cama, pálida, e ao vê-lo virou o rosto para o outro lado.
Firmino franziu a testa. “Pai, o que aconteceu?”
Helder olhou para ele com preocupação. “Andreia desmaiou de repente e foi trazida ao hospital. O médico diagnosticou leucemia.”
Firmino manteve a calma. “Se está doente, buscaremos tratamento. Leucemia não é sentença de morte. O hospital pode procurar uma medula compatível, e se não encontrarem, podemos pagar caro por isso. Sempre há uma solução.”
Helder suspirou. “Tudo isso eu já fiz. Andreia foi diagnosticada há quase uma semana. Se eu não te avisasse, você nem saberia. É assim que você cuida dela?”
O olhar de Helder tornou-se severo. “Andreia é sua irmã. Você não pode pensar só na Margarida, também deveria cuidar dela.”
Ao ouvir isso, Firmino respondeu com voz fria: “Se quer que alguém cuide dela em todos os detalhes, arrume um homem para ela se casar.”
Andreia, chocada, virou-se rapidamente e lágrimas se formaram em seus olhos. Ela falou com a voz embargada.
“Firmino, você realmente me detesta tanto assim? Quer tanto me ver casada e longe? Eu já nem apareço mais na frente da Margarida.”

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