Firmino não foi atrás. Observou em silêncio enquanto ela fugia apressadamente, acendeu um cigarro tirado do bolso do paletó e manteve o rosto impassível.
Ela realmente queria o divórcio.
Quando terminou o cigarro, ele se virou, e Franklin Rocha imediatamente o acompanhou.
Margarida correu por uma longa distância, ofegante, e olhou para trás. Ao perceber que o homem não a seguia, sua inquietação apenas aumentou.
Desde o início, ela já pretendia sair dali naquele dia e seguir para outro destino. Agora, só pôde antecipar seus planos.
Margarida comprou várias passagens de ônibus pelo celular, confundindo Firmino quanto ao seu verdadeiro destino, e retornou apressadamente ao hotel.
Usando o cartão do quarto, abriu a porta e, incrédula, encontrou o homem sentado tranquilamente.
Sem hesitar, tentou fugir mais uma vez.
Franklin foi mais rápido, saiu e fechou a porta do quarto.
Firmino fez um gesto com a mão, chamando-a: “Margarida, venha aqui.”
O movimento dele fez Margarida se sentir como se fosse um animal de estimação sendo chamado. Ela permaneceu parada, o rosto tenso.
O homem se levantou e foi se aproximando, passo a passo.
Margarida recuou até encostar na porta, sem ter mais para onde ir, e foi agarrada pela mão.
“Como você entrou aqui?”
Aquele era seu quarto. Como os funcionários do hotel permitiram que Firmino entrasse? Ela era uma mulher sozinha e indefesa, e se tivesse sido outro homem desconhecido, o que poderia ter acontecido?
Indignada, Margarida queria exigir uma explicação dos funcionários do hotel.
Firmino a puxou até o sofá. Quando ela tentou se levantar, ele a segurou pelos ombros. “Sabe por que eu vi você fugindo e não fui atrás?”
Sem conseguir se soltar das mãos do homem, Margarida só pôde ficar ali, tomada pela raiva, encarando-o friamente e sem responder.
Firmino passou a mão direita pelo rosto dela, e um leve sorriso surgiu em seu belo semblante, mas era um sorriso inquietante.

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