Firmino consolou em voz baixa: “Não precisa do perdão dela, não se culpe, isso não tem nada a ver com você.”
Margarida virou o rosto e viu quando ele levantou a mão para enxugar as lágrimas de Andreia. Seus lábios se curvaram em um sorriso irônico.
Eles realmente a tratavam como se fosse invisível.
Após acalmar Andreia, Firmino pediu que ela fosse descansar.
Assim que Andreia saiu, Fernanda, que soubera da situação, chegou apressada à casa.
“Margarida, não existe casal que não discuta, é normal haver desentendimentos. Ficar bravo faz parte, mas não se deve brincar com o divórcio. Da próxima vez, não saia do país só porque brigou, isso deixa todo mundo preocupado. Se Firmino te aborrecer, venha falar comigo, eu tomo as suas dores.”
Margarida retirou a mão que Fernanda segurava, assentindo com frieza, apenas para ser educada.
Ela sabia muito bem como as coisas funcionavam.
Se realmente discutisse com Firmino, a sogra não ficaria do seu lado e talvez até a criticasse pelas costas.
Fernanda percebeu que ainda havia espaço entre ela e Firmino no sofá, então mudou de assunto.
“Firmino, você e Margarida já estão casados há um bom tempo. Já pensaram em ter filhos?”
Firmino olhou bruscamente para Margarida.
O coração dela bateu forte. Ao lembrar que já estava grávida, ficou nervosa e inquieta por sentir-se observada.
Fernanda sorriu e perguntou: “Sobre ter filhos, é Margarida quem decide?”
“Depende dela.” Firmino respondeu em tom calmo, observando atentamente o nervosismo da esposa.
Fernanda perguntou diretamente a Margarida, que permaneceu em silêncio.
Diante disso, Fernanda percebeu que ela ainda não queria filhos.
“Margarida, não quero te pressionar, mas se vocês tiverem filhos logo, ainda estou disposta a ajudar pessoalmente. É pelo seu bem também: quanto mais velha, maiores os riscos para a gestação. Você é jovem, se engravidar agora, a recuperação será mais rápida. O que acha?”

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