Margarida agarrou o braço dele, os dedos apertando com força, amassando a camisa do homem até formar vincos profundos.
Ela conteve sua raiva, deixando clara sua posição: “Vou denunciar!”
Independentemente de Myron querer sua vida ou ter outros objetivos, ele estava tentando lhe fazer mal.
Ela jamais perdoaria Myron.
Firmino observou os dedos dela; a mulher, tomada pela fúria, cerrava a mão com tanta força que as veias do dorso saltavam e as juntas ficavam esbranquiçadas.
“Farei como você quer, ele sofrerá as consequências do que fez.”
Ele segurou suavemente os dedos dela, afastando-os devagar, com delicadeza: “Não se irrite por causa de gente desprezível.”
Margarida assentiu com a cabeça.
Firmino a envolveu com o braço e preparou-se para levá-la para casa.
As pessoas ao redor não esconderam sua surpresa.
O olhar delas para Estevan se tornou de desprezo e repulsa.
Um homem infiel, fingindo ser vítima, querendo que a própria filha doasse medula para salvar a filha da amante — não havia limites para sua sordidez.
O próprio filho dele quase atropelou alguém de propósito; pai e filho, ambos de coração perverso.
Os insultos à volta pareciam não atingir Estevan. Ele correu até Firmino, o rosto pálido, pedindo com cautela: “Senhor Gonçalves, Myron jamais quis atropelar Margarida, ele só não percebeu o sinal vermelho. Por favor, perdoe-o.”
Firmino olhou para ele com frieza, e da garganta saíram palavras gélidas e desagradáveis: “Vá embora.”
Estevan não sabia o que o filho havia feito, mas não podia permitir que ele se envolvesse em problemas, não podia manchar seu nome.
Ele então voltou seu pedido para Margarida.
“Margarida, ele é seu irmão de sangue, vocês têm laços, você não pode denunciá-lo. Se fizer isso, a vida dele estará arruinada. O papai vai levá-lo até você para pedir desculpas.”

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