Depois de desligar o telefone, ele pediu a Franklin que conseguisse o número de Samuel.
Samuel havia acabado de voltar do hospital para casa. Ele pressionou as têmporas sem olhar para a tela e atendeu diretamente.
“O que foi?”
“Margarida ainda não voltou para casa. Onde ela está? Vou buscá-la.”
Samuel, de olhos fechados, abriu-os de repente. Por um momento não soube como responder. Após um longo silêncio, finalmente falou: “Ela sofreu um acidente de carro, ainda não a encontramos.”
Firmino parou abruptamente, com a mão estendida para abrir a porta do carro, ficando imóvel. Achou que tinha ouvido errado. “O que você disse?”
“O carro que mandei para buscá-la foi atingido por um caminhão. Isso aconteceu à tarde, imaginei que você já soubesse. Não pensei que só agora você estaria sabendo.”
“Você está de brincadeira comigo.” O rosto de Firmino ficou sombrio, apertando o celular com força crescente.
“Veja as notícias...”
Samuel não chegou a terminar a frase; Firmino desligou o telefone.
Ele abriu o Instagram. O primeiro conteúdo sugerido era um vídeo do acidente na passarela.
Ele olhou para a placa do carro.
Realmente era o veículo enviado para buscar Margarida.
A mão de Firmino, segurando o celular, tremia levemente; sentiu o peito oprimido, como se uma pedra pesada estivesse sobre ele, e a respiração tornou-se difícil.
Demorou um pouco até conseguir se acalmar. Depois, dirigiu até a casa de Samuel.
Samuel, recém-saído do banho, atendeu a porta enrolado na toalha. Ao ver o homem com uma expressão gélida na entrada, ainda não teve tempo de falar quando Firmino o empurrou e começou a procurar por Margarida nos cômodos da casa.
Acidente de carro?
Ele não queria acreditar.
Havia passado apenas uma tarde sem vê-la, e já tinha acontecido algo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Sou Apenas Uma Substituta