Ele pretendia pedir para Hyndara lavar as roupas assim que terminasse o banho.
Não esperava que ela voltasse de repente.
Hyndara dissera que ia sair para fazer compras. Por que voltou tão rápido hoje?
Com receio de que pudessem ter ficado marcas da noite anterior, ele estendeu a mão para pegar a camisa. “A roupa está com cheiro de cigarro e álcool, você não gosta. Me dê, vou pedir para Hyndara lavar direito.”
Margarida afastou a mão dele com um tapa e jogou a camisa no rosto dele. “Você saiu ontem à noite para se encontrar com outra mulher?”
“Firmino, se for trair, limpe a boca antes. Deixou a marca de propósito para eu ver?”
O rosto de Firmino ficou sério. Ele apanhou a camisa do chão e, ao ver a marca de batom, seu olhar se tornou sombrio.
Ao notar sua expressão, ela aproveitou para provocar. “Se acha que estou te controlando demais, então se separe de mim. Divorciamos, e não importa se você protege Andreia ou se envolve com outras mulheres, não vou mais me importar, nem quero mais saber dos seus assuntos.”
Firmino ficou com o semblante ainda mais fechado.
“Falou tudo isso só para pedir o divórcio?”
Seu olhar tornou-se afiado, como uma lâmina fria pronta para atravessar o coração dela.
“Você já me traiu. Quer que eu finja que não sei de nada e continue com você?”
“Não quero mais viver me sacrificando.”
Furioso, o homem segurou o queixo dela, com o rosto coberto por uma expressão gélida e ameaçadora.
“Você está comigo por obrigação?”
Margarida o encarou friamente e, com força, bateu na mão dele. “Não encoste em mim com essas mãos que tocaram outra mulher. Isso me enoja.”
Firmino a observou de cima, lançando-lhe um olhar frio.

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