Margarida levantou o rosto, realmente desejando dar um tapa nela.
“Não faça esse tipo de brincadeira, não gosto disso.”
“Andreia, o colar que você me deu parece uma flor, eu realmente gostei. Não vou ficar brava com você, vou usá-lo. Quando Firmino voltar, vou mostrar para ele e pedir para ele ver se ficou bonito.”
O semblante de Andreia ficou tenso.
Assim que Firmino visse o colar, perceberia que era antigo.
“Margarida, esse colar faz parte de um conjunto, mas até agora só me entregaram esse colar. Eu trouxe ele primeiro, o restante do conjunto te entrego depois.”
“Vou tirar agora para você, e quando estiver com o conjunto completo, Firmino vai ficar encantado com você.”
Margarida soltou uma risada fria.
Afinal, o que lhe deram era mesmo usado.
Já que deu, ainda queria pegar de volta?
Devaneio.
O restante do conjunto nunca chegaria às suas mãos.
Ela segurou o colar. “Não precisa tirar, gostei desse mesmo. O que faltar você pode me dar depois.”
Enquanto dizia isso, levantou-se, sem dar chance para Andreia retirar o colar.
Andreia, aflita, segurou o pulso dela. “Margarida, é melhor receber o conjunto inteiro de uma vez.”
“Andreia, se é para me dar o conjunto completo, por que me chamou aqui hoje? Queria me deixar feliz e depois me deixar triste?”
Margarida soltou a mão dela e ficou séria. “Primeiro brincou comigo falando da criança, depois disse que me daria o colar e agora não quer entregar. Está me fazendo de boba, é isso?”
Andreia foi empurrada para trás dois passos, seu rosto ficou pálido, mas, encarando o colar no pescoço de Margarida, só conseguiu conter a raiva à força.

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