“Vou esperar por você.” Margarida colocou o controle remoto da televisão no sofá, não evitou o beijo dele, mas também não demonstrou alegria.
Ao ouvi-la dizer isso pessoalmente, o coração de Firmino amoleceu de imediato e ele não conseguiu resistir, dando outro beijo no rosto dela.
Desta vez, Margarida usou a mão para bloquear e afastou o rosto dele.
“O cheiro de álcool em você não é agradável, eu não gosto.”
Firmino abaixou a cabeça e cheirou a própria camisa, de fato havia um cheiro forte.
“Quer que eu te leve nos braços para o andar de cima?” Ele afastou-se um pouco dela.
“Não quero.” Margarida recusou com firmeza. Esperou por um tempo, mas o homem não tocou no assunto do divórcio.
Seria porque Fernanda ainda não lhe contara, ou ele estaria hesitando sobre como falar isso com ela? Ou talvez ele realmente não quisesse o divórcio?
Margarida cobriu a boca para bocejar.
Ela costumava dormir cedo, mas naquela noite ficou acordada especialmente para conversar sobre esse assunto com ele.
Como ele não tomou a iniciativa, ela também não falou.
Ela quis se levantar. Quando a cuidadora percebeu que Margarida estendia as pernas para calçar os chinelos, Firmino já se agachara para ajudá-la. Ele não se levantou imediatamente, ergueu os olhos para ela e falou com a voz propositalmente baixa e carregada de magnetismo, com um tom um pouco sedutor.
“Tem certeza que não quer que eu te leve no colo para o quarto?”
“Não quero.” Ela ainda recusou. Tentou apoiar os pés no chão, mas o homem a segurou.
“Mas eu quero te abraçar. Já faz um dia que não te abraço.”
O tom dele expressava mágoa e até uma leve acusação. Margarida manteve a postura firme: “Eu já tomei banho. Da próxima vez que quiser me abraçar, não volte com esse cheiro. Não é só de álcool, qualquer cheiro ruim me incomoda.”
Firmino soltou um suspiro baixo, demonstrando decepção.

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