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Eu Sou Apenas Uma Substituta romance Capítulo 346

A mulher balançou a cabeça rapidamente, mais rápido do que um pintinho bicando milho, como se tivesse medo de que, ao demorar, ele a interpretasse mal. O gesto deixou Firmino tão irritado que ele acabou rindo de nervoso.

“Fale comigo.” Ele falou entredentes.

Margarida continuou em silêncio, e o homem a olhou fixamente, sem desviar o olhar em nenhum momento.

Sem poder mexer no celular e também incapaz de dormir sob aquele olhar constante, Margarida foi obrigada a abrir os olhos.

“Se eu falar com você, você me deixa voltar para casa.”

“Pode ser.” Firmino concordou, com a expressão um pouco menos severa.

Naquele momento, mesmo de olhos fechados, a imagem dela sorrindo e conversando com Ezequiel não saía da mente dele.

Margarida olhou para as cerejas bem maduras e vermelhas, pegou algumas no prato e, enquanto comia, falou com ele: “Você acha que Ezequiel já namorou alguma vez? Mas hoje em dia é difícil encontrar homem que nunca namorou, né? Só espero que não fique preso à ex, isso que importa, você não acha?”

“Será que Ezequiel tem abdômen definido?”

“Hoje em dia tem muito homem querendo dar golpe do baú em mulher rica. Você já vale mais de cem milhões, mas eu também sou rica, tenho metade da sua fortuna, ele podia tentar me conquistar.”

A cada frase que ela dizia, a expressão de Firmino ficava mais fechada, o maxilar cada vez mais rígido, até que ele não aguentou mais e soltou uma risada sarcástica pela garganta.

“Mesmo que ele quisesse dar o golpe do baú, entre vocês dois não ia acontecer nada.”

Margarida estava prestes a dizer que se um gostasse do outro, por que não seria possível?

Firmino respondeu com um tom ameaçador: “Só se ele não fizer mais questão das pernas.”

Ela ainda segurava uma cereja e, ao ouvir isso, jogou diretamente no rosto do homem.

“Você pensa em quebrar as pernas dele?”

Firmino pegou a cereja no ar. “Se ele não cobiçar o que não é dele, fica tudo bem. Agora, se cobiçar, aí sim, quebrar as pernas é pouco.”

Colocou a cereja na boca e puxou um leve sorriso. “A cereja que Margarida me dá é sempre mais doce.”

Margarida olhou para o rosto bonito dele, que ainda tinha um leve sorriso, mas foi ficando cada vez mais sério.

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