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Eu Sou Apenas Uma Substituta romance Capítulo 355

Ela não quis ficar com ele no hospital, mas ele a forçou.

Ela também foi obrigada a acompanhá-lo nos compromissos, mesmo não querendo.

Agora, até para decidir se bebia ou não, precisava obedecer a ele. Ela era uma pessoa, não um animal de estimação.

De repente, Margarida sentiu uma onda de rebeldia e ficou contrariada. “Você quer controlar tudo, até se posso beber ou não? Pois hoje eu faço questão de tomar esta taça!”

Firmino demonstrou certo desânimo. “Margarida, estou fazendo isso para o seu bem.”

“Hoje à noite, não pode beber. Se quiser, depois te deixo beber o quanto quiser.”

Margarida olhou ao redor para as pessoas que observavam a cena. Seus dedos batiam levemente na taça, enquanto ela falava com um tom sugestivo: “Esta bebida eu quero tomar hoje à noite. Depois, não vou mais querer, assim como acontece com as pessoas. Antes eu gostava, depois de um tempo passa. Se hoje você não me deixa beber, amanhã pode me oferecer o melhor vinho que não vou valorizar.”

“É preciso aproveitar o momento.”

As pessoas olharam para os dois, com olhares cheios de significado.

As palavras da Sra. Gonçalves soaram... como uma insinuação de que ela já não gostava mais do Sr. Gonçalves, que havia desentendimento entre eles?

Mas, quando ela sofreu o acidente, o Sr. Gonçalves procurou por ela durante dois anos, esperando-a por todo esse tempo.

Ao verem como o Sr. Gonçalves cuidou dela durante toda a noite, ficou claro que ela ainda era a prioridade dele. Todos ficaram em silêncio, atentos, esperando que Margarida dissesse mais alguma coisa.

Firmino manteve-se sereno, sua voz baixa e suave. “Margarida, não faça isso.”

Mesmo com o casamento deles em ruínas, a ponto de só faltar assinarem os papéis do divórcio, ele ainda queria manter as aparências de casal feliz diante dos outros.

Margarida, por outro lado, não queria.

Ela pretendia justamente usar aquelas pessoas para espalhar que o relacionamento com Firmino estava rompido e sem volta.

“Não é você quem está sendo irracional?”

“Eu só quero tomar uma taça, nada mais.”

De repente, uma mulher vestida de preto interveio: “Sra. Gonçalves, acredito que o Sr. Gonçalves só está pensando no seu bem. Hoje é um compromisso profissional entre o Sr. Gonçalves e o Sr. Rocha. Sra. Gonçalves, não vale a pena criar caso por causa de uma taça de bebida.”

Margarida levantou os olhos para encarar a mulher.

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