Alfredo passou os dedos pelo volante e disse: “As provas são irrefutáveis, Firmino vai acreditar nelas.”
Quando foi até lá, ele havia gravado um vídeo.
Com provas tão contundentes diante dos olhos, se Firmino não acreditasse, seria realmente uma cegueira seletiva.
Caso Firmino realmente não acreditasse, Margarida também poderia desistir completamente dele, o que para Alfredo não seria algo ruim.
“O que você quer?” Margarida realmente não queria ser difamada, sentia-se sufocada com uma acusação tão injusta.
Ele a olhou com um sorriso, o olhar pousando nos lábios carmesim dela. “Você não tem nada que possa me dar, só pode me oferecer a si mesma.”
Lembrando do tapa que havia recebido dela da última vez, Alfredo falou:
“Não precisa ficar sempre comigo, só me acompanhe uma vez. Mas quero que aproveite comigo, e eu vou te dar algo para deixar o clima ainda mais interessante para nós dois.”
No mesmo instante, Margarida pensou na tentativa de Firmino de drogá-la sem sucesso.
O olhar dela mudou.
Teriam as ações de Firmino sido influenciadas por Alfredo?
No segundo seguinte, ele confirmou suas suspeitas. “Firmino já deve ter te dado isso antes. Não faz mal à saúde, não precisa se preocupar.”
Apesar de soar atencioso, Margarida ficou furiosa.
Eram todos iguais!
“Aquele tapa que te dei da última vez foi muito leve.” Ela fechou os olhos, sem querer olhar para aquele rosto repugnante.
O sorriso desapareceu do rosto de Alfredo, que ficou pálido e soltou um riso frio.
“Quero ver até quando você vai manter essa pose.”
Margarida permaneceu em silêncio.

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