Firmino, ao ver que ela lhe obedecia, também sentiu um leve remorso e afagou sua cabeça. “Andreia, você ainda quer alguma outra compensação?”
Andreia balançou a cabeça. “Agora não quero nada. Se um dia eu pensar em algo, posso pedir para você, tudo bem?”
Ele, naturalmente, concordou.
Andreia segurou a mão dele. “Firmino, estou com um pouco de sono. Você pode ficar comigo o tempo todo?”
Firmino apertou os dedos em volta da mão dela. “Durma, eu fico aqui com você.”
Ela fechou os olhos, mas não dormiu. De tanta raiva, quase explodia por dentro, sem nenhuma vontade de dormir.
Firmino tinha sentimentos por Margarida, só que ainda não havia percebido.
Quando ele soubesse da gravidez, jamais aceitaria o divórcio.
O filho de Margarida teria que ser resolvido antes que Firmino descobrisse.
Um brilho rancoroso e venenoso passou por seus olhos.
Ela não suportaria em vão todo o sofrimento. Andreia rapidamente elaborou um plano.
No dia seguinte, Margarida encontrou Firmino.
O homem, ao ver que ela usava um vestido amarelo, tirou do guarda-roupa um vestido branco para que ela colocasse.
“Venha comigo ao hospital pedir desculpas à Andreia.”
Margarida não se mexeu. “Eu não empurrei ela. Por que devo pedir desculpas?”
“Você não queria me manter preso em casa?”
Firmino, com expressão impenetrável, foi direto e ameaçou levantar sua saia. “Quer que eu te ajude a tirar e depois vestir você com as minhas próprias mãos?”
Margarida segurou firme o vestido, o rosto corando de raiva. “Saia daqui!”
Vendo que ela cedeu, Firmino se sentou calmamente no sofá. “Vou te dar dois minutos. Vista a roupa e venha comigo.”
O homem permaneceu sentado com tranquilidade, seus olhos fixos nela, avaliando-a de modo bem evidente.

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