Firmino não afastou ela, tampouco a abraçou com força como fazia antes; ambos pareciam um casal que não queria se separar.
Franklin observou pelo retrovisor e, ao ver os dois abraçados, subiu a divisória discretamente.
Na casa, Margarida olhou para a mensagem de Firmino no WhatsApp e jogou o celular no sofá, sem demonstrar preocupação.
“Hyndara, ele não volta hoje, não precisa mais arrumar a mesa.”
Hyndara, ao colocar a vela no centro da mesa de jantar, ficou surpresa ao ouvir aquilo.
“Sr. Gonçalves não volta mesmo?”
Desde a manhã, o Sr. Gonçalves havia pedido que ela preparasse um jantar romântico à noite, com uma decoração especial, porque queria surpreender a esposa.
Ela pretendia fazer tudo em silêncio, mas a senhora chegou em casa mais cedo e descobriu.
“Sim.” Margarida assentiu de maneira indiferente, olhando para o vinho tinto, as velas e um buquê de rosas vermelhas sobre a mesa, permanecendo fria.
“Pode retirar tudo isso. Leve as flores para fora e jogue no lixo, não quero elas me incomodando na mesa.”
Hyndara ficou um pouco perdida, abriu a boca querendo defender Firmino.
“Senhora, as flores foram encomendadas pelo Sr. Gonçalves especialmente para a senhora. Que tal deixá-las aqui?”
Margarida respondeu sem interesse.
As rosas eram bonitas e ela gostava, mas nunca tinham sido suas flores favoritas.
Firmino queria reconstruir o relacionamento, mas nem se preocupava em comprar o que ela realmente gostava; então, para que manter aquelas flores?
Aquelas rosas, provavelmente eram do gosto de Andreia.
Margarida pegou o buquê de rosas, soltou as flores, e as pétalas caíram ao chão; então, ela pisou nas rosas com força até esmagá-las, só depois falou:
“Agora já são lixo, pode jogar fora.”
Essas flores eram como Firmino.
Firmino também já não valia nada.

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