Ela se aproximou e chutou a porta, elevando propositalmente o tom de voz.
“Margarida, a avó Gabriela, nossa aniversariante, está esperando você para tirar a foto da família. Saia logo.”
“Você está se escondendo aí dentro, será que acertei no que pensei? Você fez algo imperdoável contra o Firmino? Pode fugir por um tempo, mas não para sempre. Vai continuar aí trancada com algum amante?”
Alguém no andar de baixo ouviu a voz da Filomena e exclamou assustado.
Pouco tempo depois, os membros da família Gonçalves já estavam todos reunidos à porta, e outros também subiram para assistir à cena.
O chaveiro chegou trazendo suas ferramentas, e quando estava prestes a abrir a porta, ela se abriu por dentro.
Firmino olhou para o homem estranho e desconhecido à sua frente, e ao lembrar das palavras de Filomena, seu rosto se fechou imediatamente, e ele tentou entrar.
Norberto fechou a porta, saiu sozinho e bloqueou o homem que queria entrar, lançando um olhar de desagrado para a multidão reunida à porta.
“Não está aí dentro a pessoa que vocês procuram. Podem se retirar.”
Andreia o encarou, surpresa.
Não era aquele o homem do bar, que pediu o anel?
Ela lembrava dele perfeitamente, principalmente por sua aparência marcante.
Da última vez ele usava óculos, agora não. Ainda assim, Andreia o reconheceu de imediato.
Andreia ficou inquieta.
E o Alfredo?
Filomena voltou a se manifestar: “O garçom entregou algo para a Margarida lá dentro, ela não pode não estar aí.”
“Você tem coragem de abrir a porta e deixar a gente entrar para conferir?”
Andreia se recompôs: “A avó Gabriela está esperando a irmã para tirar a foto da família. O garçom confirmou que ela está aí, senhor. Podemos entrar para conferir, não podemos?”
Norberto levou a mão à testa, massageando as têmporas, e seu rosto elegante ficou marcado pela insatisfação.
“E se eu não deixar vocês entrarem?”
O sorriso de Andreia sumiu. “Então só nos resta invadir para garantir a segurança da minha irmã.”

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