Margarida sabia que ele estava tentando ajudá-la e assentiu com a cabeça. “Então, agradeço antecipadamente, Sr. Queiroz. Alguém como Alfredo, um sujeito tão desprezível, eu já queria ter colocado atrás das grades há muito tempo. Tenho provas de que ele me assediou anteriormente.”
“Ele já te assediou antes?” Firmino captou o ponto principal e franziu a testa. “Você não me contou sobre isso.”
“Por que não me contou? Se tivesse me dito antes, o que aconteceu ontem à noite não teria ocorrido.” O tom dele era de cobrança e repreensão.
Se Margarida tivesse falado antes, ele já teria resolvido a situação com Alfredo.
“De que adiantaria te contar?” Margarida riu com desdém. “Tenho medo é de que, se eu realmente te dissesse, você não acreditaria em mim e ainda pensaria que eu tinha algum envolvimento com ele.”
“Se realmente se importasse comigo, não teria percebido o interesse de Alfredo por mim?”
“Agora não adianta se arrepender.”
Essas palavras fizeram o rosto de Firmino alternar entre tons de verde e preto, tamanha a raiva e o constrangimento.
Margarida não olhou mais para ele. Observando Alfredo, que exibia um semblante preocupado, ela se aproximou e deliberadamente baixou a voz.
“Alfredo, se você entregar Andreia, eu deixo isso para lá. Não vou te cobrar nada, e sendo eu a parte envolvida, minha avó não vai tocar mais no assunto. Ainda faço um favor para a família Galhardo.”
“Se quiser proteger a Andreia, então vou te denunciar.”
O olhar dela se tornou severo e ameaçador. “Pense bem.”
Alfredo hesitou, enquanto Norberto pegou uma maçã da fruteira e atirou contra a cabeça dele.
“Vai falar ou não? Meu tempo é precioso.”

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