De volta à vila no Condomínio Belvedere, Helena colocou Leo, que já tinha adormecido, na cama.
Ela se sentou à beira da cama, com as costas suando frio.
O incidente da noite a deixou abalada.
Seu filho era a sua vida agora.
Ela não conseguia imaginar como viveria se acontecesse outro acidente.
Com esse pensamento, Helena foi para a varanda. Ela ligou para a sua amiga Thais.
— Thais, arrume um guarda-costas para mim.
— Tem que ser bom de briga, calmo, calado e discreto. Mas o principal é que saiba guardar segredo.
Se era para arrumar um, tinha que ser um profissional.
Thais estranhou Helena pedindo um guarda-costas do nada e perguntou o motivo.
Helena resumiu de forma calma o acidente que aconteceu à noite.
Do outro lado da linha, Thais ficou furiosa na hora e não aguentou, xingando Arthur e Vivian, um casal que sempre procurava confusão e não se comportava.
Ela aproveitou para xingar também a sobrinha mimada e agressiva de Vivian.
No fim, ela lamentou por Helena, que devia ter se assustado muito à noite.
— Pode deixar, vou arrumar o melhor para você. Amanhã te dou notícias.
Desligando o telefone, Helena virou-se e olhou novamente para o pequeno dormindo em paz na cama.
O acordo de divórcio e a partilha de bens já estavam nas mãos dela. Todas as suas saídas e preparativos estavam prontos.
Enquanto pensava sozinha, o trinco da porta do quarto fez barulho e logo a porta foi aberta.


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