Arthur não voltou para casa.
Naquela noite, Helena deitou e dormiu.
E no sonho, ela voltou a ter 14 anos.
Ela estava agachada perto do lugar de pintar da varanda, feliz por cuidar do seu quadro da competição.
Yasmin Vargas deu um chute e abriu a porta, depois pisou em todo o quadro.
— Filha bastarda pode pintar? Quer roubar a competição de mim?
O tom de voz era maldoso e cheio de mandos.
Ela bagunçou tudo, os pincéis de Helena e as tintas foram ao chão, sujando tudo.
— Sua vadia, você e a sua mãe não valem nada, a sua vida é ficar debaixo dos meus pés!
— Não ouse ofender a minha mãe!
Helena foi para cima puxar o cabelo de Yasmin, arranhando o rosto dela.
E no meio da briga, a madrasta Carla Vargas entrou. Sem querer saber o que havia acontecido, ela deu um tapa no rosto de Helena.
— Sua praga, bateu na Yasmin! Fique de joelhos e peça desculpa!
A boca de Helena tinha sangue e ela não queria abaixar a cabeça: — Eu não fiz nada de errado!
Carla arrastou-a e jogou no Quarto Escuro, e trancou a porta.
— Só vai sair e comer, se admitir o seu erro!
Helena ficou no canto da parede, cheia de fome, de rosto vermelho e chorando.
A cena mudou.
O Arthur de 15 anos de idade já era grande. Apesar de não ter maturidade, era muito orgulhoso.
Ele andava de cara fechada e chegou na casa da Família Vargas fazendo perguntas: — A Helena não vai para a escola há três dias. Onde ela está?
Carla Vargas tinha medo por causa da Família Fontes e, fazendo careta, acabou deixando abrirem a porta para Helena ir à escola.
Helena saiu acabada, o rosto ainda exibia as marcas dos tapas.
Arthur franziu o rosto, viu os machucados dela e a tirou de lá, puxando pelos braços e sem perguntar nada.
Quando abriu a porta, ele trouxe a luz do sol, tirando tudo que era de ruim da vida dela.


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