"Eles chegaram!"
Alguém foi o primeiro a dizer, quase num sussurro.
Todos os olhos na área de preparação se voltaram para a entrada ao mesmo tempo.
O salão inteiro ficou em silêncio.
A equipe dracoviana entrou pelo corredor, sem pressa, medida, perfeitamente composta.
No instante em que as pessoas registraram o que eles vestiam, cada sorriso de deboche na sala congelou.
A imagem patética que Soren vinha imaginando — trinta e cinco jovens saindo arrastados com os agasalhos falsificados e baratos da família dele — nunca se materializou.
Em vez disso, trinta e cinco pessoas avançaram atrás de Drew em passo firme e sincronizado, ombros retos, costas eretas, cada uma delas em traje formal combinando.
Trajes de gola alta para os homens, vestidos tubinho de alfaiataria para as mulheres. Roupas do tipo que pegavam corpos ainda com um traço de suavidade juvenil e os afiavam em algo formidável.
As bandeiras dracovianas no peito ardiam sob as luzes do local, vivas e precisas.
Quando os trinta e cinco atravessaram o corredor rumo à área de Dracovia, o impacto visual foi esmagador.
Eles não andavam rápido. Mas os passos eram sincronizados, a postura impecável.
Era uma equipe que dominava o ambiente no instante em que aparecia, um tipo de confiança nacional enraizada que não se finge e não se ensina.
E, bem à frente, estava Helen.
O vestido tubinho de alfaiataria se movia com ela como fumaça escura se desdobrando. A cintura era marcada com precisão de lâmina, mas não havia nada de delicado ali. Só fazia a presença dela parecer mais fria, mais imponente.
Ela nem se deu ao trabalho de fazer um penteado elaborado. Um único grampo de ébano prendeu o cabelo longo num coque torcido de forma displicente, revelando um rosto tão marcante que beirava o severo.
Maçãs do rosto altas, linhas limpas, uma beleza que não convidava — desafiava você a desviar o olhar.
A expressão dela estava perfeitamente imóvel. Os olhos frios não traíam nada.
Ela não fazia nada. Nenhum gesto calculado, nenhuma performance. E, ainda assim, caminhava como se possuísse cada centímetro do chão sob os pés, como se o mundo inteiro já estivesse contabilizado.
A área de preparação ficou muda.
O sorriso triunfante de Soren travou no rosto como rigidez cadavérica. Ele piscou, quase convencido de que estava vendo coisas.
Como...?
Como isso era possível?
Como Dracovia podia ter uniformes assim?
"Não é só a roupa. É o jeito como a equipe inteira veste. O efeito é surreal."
A zona dos competidores explodiu. A área da imprensa ficou completamente fora de controle.
Incontáveis lentes se viraram para a equipe dracoviana. Obturadores dispararam em rajadas rápidas e sobrepostas. Flashes estouravam sem parar.
Jornalistas que vinham alinhando tomadas do país anfitrião giraram como se tivessem farejado a história de verdade, travando as câmeras em Dracovia.
O impacto era inegável. Num mar de trajes de cerimônia de abertura padronizados e sem graça, a equipe dracoviana chegara como um trovão, roubando todos os olhares do prédio.
Um repórter murmurou, incrédulo. "É como se eles estivessem literalmente vestindo a identidade do país."
Outro já rabiscava freneticamente. "O traje de abertura da equipe dracoviana é o maior azarão da noite."
"Como uma equipe pode ter tanta presença?"
Uma câmera se aproximou e o enquadramento fechou no rosto de Helen. A imprensa internacional enlouqueceu. Aquele rosto era extraordinário. Impecável de um jeito que quase não parecia real.
Repórteres se aglomeraram, disparando foto após foto da equipe dracoviana. E a equipe, apanhada naquela tempestade de lentes, não parecia em nada com o grupo que engolira humilhação no aeroporto. Eles se mantinham altos, peitos erguidos, luz queimando nos olhos.
Ao longe, Soren estava na posição da equipe de Corvalon, encarando aqueles uniformes dracovianos. O rosto dele estava horrível.

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