— Apenas um lembrete amigável: agora que a Srta. Beatriz recebeu alta, não vai demorar muito para a família Cardoso organizar um jantar de reconhecimento, anunciando oficialmente sua identidade para a sociedade e para a imprensa. Quanto ao Sr. Gabriel… Seria bom que ele esteja preparado. É tudo o que tenho a dizer.
Rafael compreendeu perfeitamente a mensagem. Sabia que a verdadeira identidade de Beatriz não poderia ser escondida para sempre e que, mais cedo ou mais tarde, Vitória, a impostora, seria desmascarada.
— Agradeço o aviso. Transmitirei os agradecimentos do Sr. Gabriel. — Respondeu com polidez.
Karine assentiu brevemente e seguiu adiante junto aos seguranças.
Beatriz, apesar de já conseguir andar, foi colocada em uma cadeira de rodas por insistência do Sr. Luciano e da Sra. Lorena.
Eles não tinham esquecido do episódio anterior, quando jornalistas cercaram a entrada do hospital, e por isso decidiram redobrar os cuidados.
Colocaram também uma máscara no rosto de Beatriz, para protegê-la temporariamente da curiosidade alheia.
Enquanto isso, os seguranças a rodeavam em formação cerrada, atentos a qualquer movimentação suspeita.
Beatriz subiu no carro e se despediu de Letícia e dos outros. Letícia, sorrindo, acenou de volta.
Quando o veículo partiu, ela virou-se para o irmão e perguntou:
— E a casa da família Cardoso, compraram onde?
— No Horizon Prime. — Respondeu Eduardo.
Letícia conhecia o nome. Era um condomínio luxuoso de mansões, famoso por abrigar algumas das famílias mais ricas e influentes da cidade.
— O quê? Quer virar vizinha da Beatriz? Posso comprar uma casa lá pra você, serve como enxoval de casamento. — Provocou Eduardo, com um sorriso malicioso.
Letícia torceu os lábios e respondeu:
— Melhor não… Não quero.
Ela sabia muito bem o que o irmão estava insinuando: ser vizinha de Beatriz significaria ver Renato todos os dias.
Mas, se Renato já tinha deixado claro que não sentia nada por ela, por que continuar correndo atrás?
Suspirou em silêncio e disse:
— Melhor continuar nos encontros arranjados. Acho até bom. Não é possível que, num país com mais de duzentos milhões de pessoas, eu não encontre alguém que me agrade. E, se não der certo, posso ampliar a busca para fora do Brasil. Não preciso ficar presa no Renato, não é?
Os dois, junto com os demais, deixaram o hospital.
Ele supôs que talvez houvesse seguranças de Gabriel protegendo o andar… Ou que, de algum modo, ainda estivesse interditado.
Mas a informação que recebeu foi exatamente o oposto.
O décimo quinto andar estava totalmente livre. Nenhuma barreira. Nenhum segurança. Nenhuma alma viva.
Quando Sérgio recebeu o relatório, ficou atônito.
Seu pessoal não tinha visto Beatriz deixar o hospital em nenhum momento. A única movimentação registrada tinha sido a de hoje.
Então, a pergunta que não saía da cabeça era:
“Onde estava Beatriz?”
Será que Gabriel a tinha transferido em segredo?
Nada fazia sentido. Sérgio se recostou na cadeira, mergulhado em pensamentos, os olhos fixos nas fotos no celular.
De repente, ao deslizar o dedo pela tela, algo chamou sua atenção. O gesto parou no meio do caminho… E ele voltou a imagem para olhar de novo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...