Ou seja, ele realmente havia entendido tudo errado sobre Renato.
— Entendi. Diga ao...
Gabriel massageou as têmporas. Estava prestes a pedir que agradecessem a Renato por ele, mas as palavras simplesmente não saíram.
— Deixa pra lá, não é nada. Pode desligar. — Disse por fim.
Afinal, precisava mesmo agradecer? Renato não tinha conseguido o medicamento especial por causa dele, e sim por causa do avô. Portanto, não havia motivo para gratidão.
Gabriel pressionou a língua contra o lado interno da bochecha, onde o ferimento ainda doía um pouco. Não havia esquecido que o outro lhe desferira alguns socos.
No banco do carona, Rafael lembrara-se do pedido da Srta. Letícia. Assim que confirmara que o medicamento estava garantido, tratou de avisá-la.
Letícia ainda estava acordada. Ao receber a notícia, ficou radiante. Correu para avisar o irmão de que não precisava mais procurar o remédio — Beatriz estava salva.
Eduardo leu a mensagem e perguntou:
[A família Pereira foi tão rápida assim? Já está quase chegando ao Brasil?]
[Pelo que o Rafael disse, quem ajudou foi um tal de Renato. Deve ser amigo do Gabriel, imagino.]
Ao ver o nome “Renato” na tela, Eduardo ficou paralisado por um instante.
Renato... Quem mais poderia ser?
A eficiência em tão pouco tempo significava que ele tinha contatos dentro dessas organizações. E se o medicamento já estava sendo enviado por voo especial e prestes a chegar, só poderia ser aquele Renato.
Eduardo apertou os lábios, surpreso. Não imaginava que Renato tivesse uma relação tão boa com a família Pereira. Isso, sim, estava fora de suas expectativas.
Sabia que Renato tinha voltado ao país para abrir um entreposto comercial e que precisava de parceiros. Talvez por isso tivesse decidido ajudar.
— O ritmo cardíaco está estável, e os exames de sangue mostram que o nível residual da substância tóxica já caiu para uma faixa segura. Provavelmente, ela vai acordar amanhã cedo. — Respondeu o médico.
Gabriel soltou um suspiro profundo, sentindo os ombros desabarem, fechando os olhos em alívio.
O mordomo e Rafael também sorriram, visivelmente aliviados. Rafael acompanhou o médico até a saída, enquanto o mordomo disse:
— Sr. Gabriel, a Srta. Beatriz está fora de perigo. O senhor pode ficar tranquilo agora.
Gabriel assentiu levemente, mas seus olhos não se afastaram da figura frágil por trás do vidro. O corpo dela estava tão magro que quase se confundia com a linha do colchão.
Beatriz sempre fora delicada, fraca. Qualquer crise era um golpe imenso para ela.
Nos olhos de Gabriel havia uma ternura transbordante, um desejo de protegê-la a qualquer custo... Mas, junto, veio a lembrança dolorosa do dia em que a empurrou, causando a fratura no osso. A culpa o corroía por dentro.
E ainda havia Vitória... Vitória, que havia aberto o gás para envenenar Beatriz, que propositadamente derramara sopa quente sobre o pé dela, que já havia tentado um sequestro sem sucesso, e agora, tentava novamente, pela segunda vez...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...