O que fazer nessas duas horas?
Já tinha passado a tarde inteira passeando e comprando coisas. Mesmo com o cartão black em mãos, Vitória ainda fazia questão de se conter nas escolhas, afinal, precisava sustentar sua imagem.
Ao abrir o mapa no celular, pensou em procurar alguma loja de luxo ali por perto. Mas, de repente, reconheceu uma avenida familiar, um ponto de referência que lhe despertou lembranças.
A antiga empresa ficava a apenas dois quilômetros dali.
O canto da boca de Vitória se ergueu em um sorriso enviesado. Uma nova ideia lhe surgiu de repente.
— Vamos até a Agência Nova Arte. Quando pedi demissão, deixei algumas coisas no armário do depósito. — Ordenou ao motorista particular.
— Sim, senhorita. — Respondeu ele prontamente.
No banco traseiro da limusine, espaçoso e confortável, Vitória cruzou as pernas e tirou um pequeno espelho da bolsa. Retocou o batom com calma e, depois, olhando o próprio reflexo, curvou os lábios em um sorriso de triunfo.
Finalmente… Chegou a hora deles receberem o troco. Agora seria eu a esfregar na cara deles a minha vitória.
Só de imaginar a cena, Vitória sentiu uma onda de prazer. Sua expressão se transformou, estampando aquela típica satisfação mesquinha de quem saboreia a vingança.
Pouco depois, o carro estacionou em frente ao prédio da agência.
O motorista abriu a porta traseira, e Vitória desceu com toda a pose.
Levantou o queixo, ergueu os olhos para a fachada e entrou desfilando em passos calculados, com ares de estrela.
Naquele dia, usava um vestido preto justo e elegante. Os brincos, o colar e a pulseira, todos de alta-costura, presentes de Renato.
Sob a luz, parecia literalmente brilhar em ouro.
Até a recepcionista, de longe, ficou deslumbrada com tanta ostentação. Por um instante, pensou que fosse uma celebridade.
Na agência, mesmo quando Vitória ainda trabalhava como modelo, nenhuma colega ousava aparecer assim, toda reluzente.
Afinal, ser sustentada por um jovem herdeiro de família bilionária era uma coisa, mas exibir-se daquela forma era quase confessar, sem pudor, o papel de amante.
Assim que levantaram os olhos e reconheceram aquele rosto familiar, as recepcionistas ficaram boquiabertas.
— Ligue para o gerente Enzo. Diga a ele que deixei algumas coisas no armário e preciso buscar. — Disse Vitória, sorrindo de leve para a recepcionista.
A funcionária franziu o cenho.
Depois de tanto tempo, que coisa poderia ter ficado esquecida?
Se houvesse algo, já teria sido descartado há muito. Além disso, com o nível que Vitória parecia ostentar agora, não havia nada naquela agência que justificasse sua visita. Era óbvio que tudo não passava de uma desculpa.
Mesmo assim, a recepcionista não ousou desafiá-la. Quem garantia que o novo patrocinador não seria tão poderoso quanto, ou até mais que, o Sr. Gabriel?
Ela pegou o telefone fixo e discou.
Do outro lado da linha, ao ouvir o nome de Vitória, o gerente Enzo reagiu com desprezo imediato. Sua voz deixava transparecer uma aversão profunda, carregada de rancor.
A recepcionista engoliu em seco e sussurrou:
— Gerente… Talvez seja melhor o senhor mesmo falar com ela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...