— Quer jantar comigo hoje? Eu mesma cozinho. — Disse Beatriz.
— De jeito nenhum! Você acabou de sair do hospital. Ontem de manhã ainda estava recebendo soro nutritivo, tenho até medo de você desmaiar na cozinha. — Letícia apressou-se em recusar.
— Então eu te convido para jantar fora, em um restaurante. — Sugeriu Beatriz.
Dessa vez Letícia não recusou. As duas combinaram o horário.
Quando chegaram diante do Le Park Residence, desceram do carro e cinco seguranças as acompanharam até a porta de entrada.
— Obrigada pelo trabalho. Avisem o Sr. Henrique que já cheguei. — Disse Beatriz, sorrindo para o segurança mais velho.
Ele assentiu e só se afastou depois que ela entrou completamente no condomínio.
Letícia ficou um pouco no apartamento de Beatriz, tomou uma xícara de café e depois se preparou para voltar ao trabalho.
— Desculpa te atrasar. Eu te acompanho até a saída. — Disse Beatriz.
— Imagina, meu trabalho é só para passar o tempo. Se eu não quiser ir, simplesmente não vou. Ninguém manda em mim. — Letícia riu. — Me leva só até o elevador. Você não precisa descer.
— O criminoso ainda não foi preso. Ninguém sabe em que canto pode estar escondido. Cuidado, tá? — Alertou Letícia.
Beatriz assentiu. Acompanhou-a até o elevador. Despediram-se com um aceno quando as portas se fecharam, e então voltou para o apartamento.
Sentou-se no sofá e pegou o celular que Letícia lhe dera de presente.
De repente, ela entendeu de onde vinha aquela sensação de familiaridade: a sacola era idêntica à que o secretário de Eduardo lhe entregara outro dia.
Naquela ocasião, ela havia recusado, e o secretário levara de volta.
Mas agora...
Será que aquele mesmo celular tinha retornado às suas mãos?
Enquanto isso, lá embaixo no condomínio...
Letícia caminhava e respondia às mensagens do irmão:
[Já entreguei. Fica tranquilo, sua irmã é impecável quando assume uma missão.]
E ainda aproveitou para reclamar:
[Tsc, tsc. Até para dar presente você precisa me usar de mensageira. Assim não dá, hein, mano.]
Então... Seria um blefe? Bia estaria tentando testá-la?
— Você não recusou aquele que meu irmão mandou? O secretário já devolveu. — Disse Letícia, com a maior seriedade. — Este é realmente o que eu comprei para você. Use tranquila, não precisa se preocupar.
Do outro lado da linha, Beatriz ouviu em silêncio, os lábios se comprimindo levemente.
— Mas, Bia, por que você perguntou isso? Meu irmão jamais mandaria outro. Se você já recusou da primeira vez, não faz sentido ele insistir. — Acrescentou Letícia.
— Foi só porque a sacola me pareceu familiar, nada demais. — Respondeu Beatriz.
Letícia sorriu, aliviada.
— Ah, sim. As sacolas de uma mesma marca são sempre iguais.
Com isso, Beatriz não insistiu mais. Conversaram rapidamente e, em seguida, desligaram a ligação.
Dentro do carro, Letícia soltou um longo suspiro e imediatamente discou para o irmão.
Eduardo atendeu, e ela contou, quase rindo de nervoso:
— Mano, você não tem ideia... A Bia quase descobriu tudo agora há pouco, logo depois da nossa conversa. Não é à toa que foi sempre a melhor aluna da faculdade, essa percepção afiada dela é de arrepiar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...