Um homem caminhava apoiando uma mulher ao seu lado. Ela estava com o ventre inchado de gravidez e gemia de dor, chamando a atenção de Beatriz.
Ela se virou e viu a mulher segurando o próprio abdômen, o rosto contraído em sofrimento, até cair de joelhos no chão, incapaz de dar mais um passo.
O homem, suando em bicas e tomado pelo desespero, olhou em volta em busca de ajuda, até que seu olhar encontrou o de Beatriz.
— Por favor, você pode me ajudar a colocar minha esposa no carro? Preciso levá-la ao hospital. — Pediu ele.
— O que aconteceu com ela? — Perguntou Beatriz, preocupada.
— Foi culpa minha. Nós discutimos, e ela acabou descendo do carro. Ao pisar na calçada, torceu o tornozelo e caiu. — Respondeu o homem, a voz cheia de remorso. — Ela está a dois meses do parto. Preciso levá-la ao hospital o quanto antes.
Enquanto falava, tentou erguer a esposa. Mas os gemidos dela só aumentaram, ainda mais fortes.
— Não puxe pelos braços! Ela está grávida. Precisa apoiar pela cintura, segure-a assim. — Repreendeu Beatriz, franzindo o cenho diante da maneira brusca como ele a manipulava.
O homem obedeceu, passando o braço pela cintura da mulher. Mas ela era corpulenta, além da gravidez, e ele muito magro. Conseguiu erguê-la apenas pela metade, antes de deixá-la escorregar de novo.
Vendo aquilo, Beatriz suspirou e correu em auxílio. Juntos, conseguiram colocá-la no banco traseiro do carro.
Na guarita do condomínio, um dos seguranças disfarçados observava a cena: sua protegida ajudava uma mulher grávida. Preparava-se para se aproximar e ajudar.
Junto ao carro, Beatriz já estava suando de esforço. Quando a mulher finalmente se acomodou, ela respirou aliviada.
— Pronto, agora leve sua esposa para...
As palavras morreram em sua boca. De repente, a mesma mulher que ela acabara de ajudar segurou seu pulso com força e deu um puxão brusco.
O coração de Beatriz disparou. Num instante, seu corpo caiu contra a mulher.
Achou que fosse apenas uma reação instintiva de dor e se apressou em dizer:
— Desculpe! O seu bebê, está tudo...
Ela havia se esforçado para não pressionar a barriga da gestante, mas, mesmo desviando rápido, sua palma acabou roçando a lateral do ventre.
Entrou no carro às pressas, girou a chave e arrancou. Porém, mal virou a esquina, o veículo foi bloqueado por um guarda-costas que correu e se jogou na frente.
A súbita ausência de Beatriz fez o coração do segurança disparar. Ele havia corrido para ajudar, mas, de repente, ela havia simplesmente desaparecido.
Olhou para dentro do carro: nada.
Olhou em volta: também nada. Como poderia alguém sumir assim, no ar?
A mulher tentava avançar, mas o segurança a impediu, gritando com firmeza:
— A garota que acabou de ajudá-la! Onde ela está?!
— De quem você está falando? Não sei do que está dizendo. Deve estar me confundindo. — Retrucou a mulher, franzindo o cenho.
— Confundindo? Impossível! Eu vi com meus próprios olhos: ela veio ajudá-la, e você...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...