Gabriel ficou atônito.
“Renato… Ele realmente estava disposto a doar sangue pessoalmente para Beatriz? Não era necessário chegar a esse ponto, certo?
Mesmo que fosse para compensar ou remediar algo, bastaria um telefonema para reunir vários doadores. Por que precisava ele mesmo se expor?”
— Qual é o seu tipo sanguíneo? Se tiver certeza, podemos pular a etapa de tipagem. — Perguntou a enfermeira.
— Tipo O. — Respondeu Renato.
— A paciente também é do tipo O. Nesse caso…
A enfermeira ainda falava quando Renato a interrompeu.
— Por favor, faça primeiro um exame de GVHD. Hoje em dia, a tecnologia médica já permite isso perfeitamente. Imagino que o sistema de saúde daqui também esteja atualizado, não?
A enfermeira permaneceu em silêncio por um instante antes de responder.
— Claro que sim, já acompanhamos os padrões internacionais. Mas… Você é parente de primeiro grau da paciente? Se não for, não há necessidade alguma de fazer esse exame. E se for, então não deve doar de jeito nenhum, porque precisaríamos irradiar o sangue antes, o que é bem complicado. Nesses casos, damos prioridade ao sangue de outros doadores.
— Não tenho certeza. — Renato apertou os lábios.
Na verdade, ele nem precisava estar ali na sala de transfusão, pois Karine já havia levado uma amostra de seu cabelo e o de Beatriz para o exame de DNA. O resultado sairia ainda naquela noite.
Mas ele não conseguia esperar nem algumas horas. Fazer o teste de GVHD diretamente com o sangue seria muito mais rápido.
— Como assim, não tem certeza? Você deveria saber se é ou não parente da paciente… — Murmurou a enfermeira, franzindo o cenho.
Renato se adiantou antes que ela continuasse.
— Ela é órfã. Ninguém sabe quem são seus familiares. Para garantir, faça o exame.
A voz da enfermeira se apagou de repente. Ao ouvir aquilo, ela imediatamente mandou que os técnicos realizassem o exame de GVHD nas amostras de sangue tipo O que haviam coletado no local.
No banco de sangue do hospital ainda havia reservas suficientes para uma hora, mas a transfusão era necessária para garantir o andamento da cirurgia que se aproximava.
Gabriel, que estava do lado de fora, franziu as sobrancelhas ao ouvir aqueles termos técnicos.
Como era possível que, justamente entre tantos doadores, fosse o sangue de Renato o problemático?
Pensava nisso quando percebeu Renato empalidecer, o olhar fixo, o corpo rígido como se tivesse congelado.
A reação era tão rara, tão inexplicável, que Gabriel estreitou ainda mais o cenho, pronto para perguntar algo.
Mas Renato falou primeiro. A voz saiu com dificuldade, quase entrecortada, cheia de hesitação.
— Isso quer dizer que… Eu e a paciente… Nós somos irmãos?
O silêncio que se seguiu pesou como uma pedra. Gabriel ficou paralisado, encarando-o.
“Renato estava louco? Como podia dizer uma coisa dessas?
A irmã dele não era Vitória? Como poderia ser Beatriz?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...