Ao ouvir aquelas palavras, Inara ficou simplesmente deslumbrada. Como poderia ela, afinal, ter a honra de fazer amizade com a filha da família Cardoso?
Vitória era uma verdadeira dama da alta sociedade, alguém que pertencia ao círculo mais exclusivo. Já ela, Inara, não passava da filha de um hoteleiro.
— É que, naquela ocasião, você estava cercada por várias herdeiras da elite... Eu não tive chance de me aproximar. — Respondeu Inara, envergonhada, baixando um pouco a cabeça, com timidez e certo ar de inferioridade.
Ela só estivera naquela festa porque o pai era o anfitrião do evento. Caso contrário, jamais teria conseguido entrar, muito menos ousado se aproximar da Srta. Cardoso.
— Você deveria ter sido mais corajosa. Eu, na verdade, também não era próxima daquelas moças. — Disse Vitória com um sorriso gentil.
Inara levantou o olhar para ela, comovida.
Jamais imaginara que Vitória pudesse ser tão acessível. E agora, por uma coincidência do destino, ainda tinham a oportunidade de conversar cara a cara.
Trocaram mais algumas palavras, até que Vitória lhe pediu sigilo. Não queria que sua família soubesse de seu paradeiro por enquanto.
— Você conhece o poder da minha família. Se meu irmão quiser me encontrar, não será nada difícil. Por isso me visto assim, cortei o cabelo curto... É a única forma de não ser reconhecida.
— Desavenças de família não duram para sempre. Acho que seria melhor você voltar para casa. Seus pais e seu irmão certamente estão muito preocupados com você. — Aconselhou Inara.
Vitória soltou um leve resmungo e respondeu:
— Voltar, eu vou voltar... Mas não agora. Ainda não esfriei a cabeça. Que fiquem preocupados mais um tempo.
Ao ouvir isso, Inara não insistiu. Nesse momento, o gerente que o atendente havia chamado apareceu.
Vitória caminhou até ele para tratar do assunto, enquanto Inara permanecia ao seu lado. Foi então que a amiga de Inara cochichou:
— Inara, tem certeza de que é mesmo a Srta. Vitória? Não está confundindo?
Afinal, qual herdeira usaria uma camiseta larga e barata de vinte reais com uma calça preta qualquer? Soava completamente absurdo.
Mas, se não fosse alguém de importância, por que Inara demonstraria tanta familiaridade e respeito?
Sem especular mais, limitaram-se a observar o gerente concluir a avaliação das joias.
Não demorou muito para o processo terminar. O gerente até pensara em aplicar um golpe, mas, com a presença de Inara e sem conseguir decifrar a identidade daquela mulher que trazia as peças, acabou cedendo.
No fim, pagou o valor com um acréscimo de dez por cento acima da cotação, como forma de mostrar consideração.
Vitória exigiu receber em dinheiro, não aceitava transferência. Isso deixou o gerente em apuros, já que a loja não dispunha de tanto numerário no caixa.
— O cliente faz uma exigência e vocês ainda hesitam em atender? É assim que tratam seus fregueses? — Repreendeu Inara, tomando o partido de Vitória.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...