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Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle romance Capítulo 955

Daniel virou-se para encarar Letícia. Na verdade, ela já havia lhe dito aquilo uma semana antes.

Beatriz agora era a filha da família Cardoso, irmã mais nova de Renato. Reunida novamente com sua família, era bem provável que realmente não voltasse mais para a Aurora.

— E você, Beatriz? O que pensa sobre isso? — Perguntou Daniel, olhando para a jovem deitada no leito.

Antes que ela respondesse, Renato entrou pela porta e disse:

— Você ainda quer continuar trabalhando?

Beatriz virou o rosto em sua direção e assentiu com a cabeça.

Claro que queria trabalhar. Uma pessoa precisava ter algo para fazer.

Mesmo que dali em diante nunca mais lhe faltasse nada, a família Cardoso podia sustentá-la para sempre, ela não tinha grandes passatempos ou interesses pessoais.

Quanto a casar-se e ter filhos, tornando-se apenas mais uma dama da alta sociedade aos olhos dos outros... Isso não fazia parte de seus desejos.

Seu casamento com Gabriel já lhe havia consumido energia e sentimentos demais. Ela não pretendia seguir por aquele caminho novamente.

— Então venha trabalhar comigo. Eu mesmo vou orientá-la. — Disse Renato à irmã.

Beatriz ficou surpresa por um instante. Renato então prosseguiu:

— Eu analisei todos os seus registros escolares desde pequena. Suas notas sempre foram excelentes, você sempre se destacou. Mesmo na universidade foi a mesma coisa: conquistou vários prêmios em diferentes competições.

Beatriz o ouviu, um tanto desconcertada, e murmurou:

— Isso não é nada... Eram todos trabalhos em equipe.

— Não se menospreze. Eu li, um por um, todos os seus projetos e relatórios. E não é porque você é minha irmã que estou elogiando, suas ideias realmente se destacam. — Afirmou Renato com firmeza.

Beatriz piscou, surpresa com aquela expressão “li um por um”. Por um instante ficou sem reação.

Ficava evidente a profundidade e a intensidade daquele vínculo entre irmão e irmã.

— Além disso, também investiguei o período em que você trabalhou na Aurora. — Continuou Renato. — Em pouco mais de um mês de empresa, você conseguiu propor um projeto criativo de design de forma independente, apresentou-o pessoalmente à companhia de CG e conquistou, com aprovação unânime, o primeiro contrato de parceria. Você é realmente extraordinária. Tenho orgulho e alegria por ter uma irmã como você.

Aquela, sim, era sua verdadeira irmã: brilhante, excepcional, com talento de sobra. Uma mulher destinada a se tornar uma líder no mundo dos negócios, era apenas questão de tempo.

Não como Vitória, que só sabia fingir e se esconder atrás de aparências, sem nenhuma competência real. Como ele não percebera isso antes?

Ninguém da família Cardoso tinha inteligência medíocre. Sua irmã jamais teria notas ruins a ponto de precisar de uma rota alternativa pelas artes para ingressar em uma universidade.

No leito, Beatriz ouvia aquele elogio tão direto e sincero, e desviou os olhos, um pouco sem jeito.

Renato, porém, interpretou o gesto como se a irmã tivesse ficado incomodada. Ansioso, apressou-se em dizer:

— Perdão... Eu estava tão determinado a conhecer tudo sobre você que acabei investigando cada detalhe. Se isso fez você sentir que sua privacidade foi invadida, eu lhe peço desculpas.

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