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Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle romance Capítulo 959

— Lívia, vocês vieram! — Beatriz sorriu ao ver as amigas na porta.

Lívia e Floriana entraram, mas logo perceberam que não estavam sozinhas no quarto.

Além da jovem herdeira da família Martins, lá estava também o Sr. Daniel.

E, para completar, um homem de beleza impressionante, tão atraente quanto um modelo de passarela.

— Boa tarde, Sr. Daniel... Srta. Letícia. — Cumprimentaram as duas em uníssono, cheias de formalidade.

Em seguida, seus olhares se voltaram para o desconhecido, sem saber como deveriam chamá-lo.

Renato estava prestes a se apresentar, mas Beatriz se adiantou da cama:

— Ele é meu irmão.

Aquelas palavras atingiram Renato em cheio. Ele virou o rosto para a irmã, os olhos brilhando de emoção. O coração transbordava de alegria:

“Minha irmã... Ela me reconheceu na frente dos outros!”

— Boa tarde. — Disseram Lívia e Floriana, tentando soar naturais.

Mas, ao levantar os olhos, não conseguiram disfarçar o espanto. Nunca imaginariam que o irmão dela fosse tão absurdamente bonito. Ainda assim, notaram nos traços dele uma semelhança com Beatriz, o contorno dos olhos, a expressão firme. Sim, deviam mesmo ser irmãos de sangue.

Beatriz, por sua vez, agradeceu às amigas pela preocupação e pelo carinho.

Logo, Lívia não resistiu e perguntou o que tinha acontecido.

Beatriz respondeu de forma simples: que tinha sofrido um acidente de carro.

Afinal, falar em sequestro só geraria medo e insegurança. Desde o início, ela preferia encobrir tudo com a desculpa de um acidente.

— Mas, Beatriz, você não acha que já tem acidentes demais acontecendo com você? — Comentou Lívia, sem pensar, deixando escapar a observação.

— É mesmo, acho que essa já é a sua segunda vez em acidente de carro, não é? Foi distração ao atravessar a rua? — Perguntou Floriana.

— Acidente bobo... Muito movimento no cruzamento. — Respondeu Beatriz, com um sorriso frágil.

As duas a observaram em silêncio. O semblante dela parecia ainda mais pálido e, magra como estava, transmitia uma vulnerabilidade que as deixou cheias de compaixão.

Elas a aconselharam a descansar bem e a cuidar mais da própria segurança, lembrando que carros não têm piedade.

Depois de pouco mais de vinte minutos no quarto, decidiram se despedir. Tinham vindo apenas para confirmar que a amiga não estava em perigo, e isso já bastava para tranquilizá-las.

Além disso, Beatriz podia dizer que estava ali apenas como funcionária, mas a verdade era que ela era uma das fundadoras da Aurora.

Depois que surgiram aquelas calúnias contra Beatriz, o próprio Sr. Daniel revelara publicamente sua identidade de fundadora.

Desde então, ninguém mais dentro da Aurora ousara cochichar pelas costas.

Ao contrário, todos passaram a tratá-la com um respeito quase distante, sem atrever-se a se aproximar demais.

Lívia e Floriana seguiam refletindo sobre tudo isso enquanto caminhavam até sair da ala de internação.

Assim que colocaram os pés para fora do prédio, o celular de Lívia vibrou novamente.

Ela olhou a tela: era Celina, de novo.

Na hora em que estavam no quarto, Celina já havia ligado duas vezes e até mandado mensagem, mas Lívia não respondera.

— Alô, Celina. Ora, eu te convidei para vir visitar a Beatriz com a gente e você não quis. Agora que está tão preocupada, por que não veio junto? — Disse Lívia, atendendo a chamada.

— Eu não queria que pensassem que eu estava tentando puxar saco ou me aproveitar dela. — Explicou Celina do outro lado da linha. — Então, como está a Beatriz? Para onde vocês foram visitá-la? Qual é o número do quarto dela? — Insistiu, ansiosa.

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