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Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle romance Capítulo 974

— Claro que não é necessário o senhor, Sr. Eduardo, se envolver pessoalmente. Mas o representante insistiu em dizer que gostaria de conversar com senhor. — Explicou a secretária.

Temendo que ele se irritasse, afinal, pessoas desse nível não tinham o menor direito de acesso a ele, a secretária apressou-se em acrescentar:

— O representante se chama Sérgio. Ele é gerente de confiança do departamento de marketing da VerdeCapital... E também neto do Sr. Henrique, irmão de Gabriel.

Eduardo ergueu o rosto, arqueando levemente as sobrancelhas.

— E para que ele quer conversar comigo? — Perguntou.

— Não deixou claro. Apenas pediu que eu o informasse e disse que queria uma reunião com o senhor. — Respondeu a secretária.

Eduardo soltou um leve resmungo. Se não revelava o motivo, então só podia se tratar de assunto pessoal.

A disputa interna no Grupo Pereira, aquela guerra entre os dois filhos, já tinha tomado conta de todo o mercado.

No fim, Gabriel saíra vitorioso e ainda expulsara o bastardo da sede principal.

Para servir de exemplo, demitira também um diretor de marketing que mantinha estreita ligação com o meio-irmão.

Com isso, todo o Grupo Pereira se tornara um bloco de lealdade absoluta; ninguém mais ousava trair.

E agora, apenas alguns dias depois de Sérgio ter sido transferido para a subsidiária, ele já queria vir recrutar aliados?

Pelo visto, ele ainda não tinha desistido.

Mesmo rebaixado daquela forma, ainda conservava... Ambição.

A secretária ouvia as perguntas do chefe, mas como ele não dava sequência depois de falar, ela ficava sem saber qual era a real intenção dele.

No fundo, era certo que, oficialmente, todos deviam estar ao lado do Sr. Gabriel. Mas... Quem podia garantir o futuro?

Afinal, aquele filho ilegítimo também tinha sido chamado de volta pelo próprio Sr. Henrique, que reconhecera sua identidade e posição.

— Sr. Eduardo... — A secretária começou a falar, mas nem chegou a concluir a frase quando ouviu a resposta seca do outro:

— Não recebo.

Depois de enviar a mensagem e não receber resposta imediata, Eduardo ficou ali, distraído, encarando a tela do celular.

Dez minutos se passaram e ele soltou um leve suspiro.

Será que Beatriz ainda levava tão a sério aquelas palavras da mãe dele? A ponto de não responder nem às mensagens, mantendo-o afastado?

Mas, nesse instante, o celular vibrou e Eduardo voltou depressa a si.

Um sorriso involuntário surgiu em seus lábios: Beatriz tinha respondido.

Mesmo que fosse de maneira formal e contida, agradecendo pela preocupação, num tom polido e quase oficial...

Ainda assim, era melhor do que silêncio, não era?

Então Eduardo voltou a escrever, perguntando quanto tempo mais ela precisaria ficar internada, se depois da alta iria para casa ou para a família Cardoso, e também como a família Cardoso estava planejando lidar com a situação.

Enquanto isso, do outro lado, no quarto do Hospital Vida Nova, Beatriz lia as quatro ou cinco mensagens que ele havia mandado de uma vez só. Achava que Letícia já lhe teria contado tudo.

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