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Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle romance Capítulo 979

— E a única explicação em que conseguiram acreditar foi que tudo aconteceu através do Sr. Henrique, já que ele havia investido na Aurora anos atrás. Por isso, muitos começaram a especular que o Sr. Daniel seria outro neto bastardo do Sr. Henrique.

Aquilo era simplesmente absurdo. Quando ouviu pela primeira vez, Gabriel achou ridículo, sem pé nem cabeça, mas, incrivelmente, havia muita gente acreditando.

Mal acabara de pensar nisso com desdém, ouviu-se a própria voz de Gabriel:

— Eu até preferia que Daniel fosse um bastardo.

Rafael piscou, confuso.

“Como é? O senhor já não tem trabalho o bastante lidando com Sérgio, e agora gostaria de ter outro pela frente?”

Claro que não ousou dizer nada em voz alta. Sabia que era mentira, apenas um desabafo. Recolheu os documentos assinados e deixou a sala.

No escritório, restou apenas Gabriel.

Desde que recebera aquelas notícias sobre Daniel, não conseguia mais se concentrar em nada. O mau humor o dominava por completo.

Se Daniel fosse mesmo um filho ilegítimo, pelo menos Renato não estaria ajudando-o apenas por causa do cunhado.

Chegou até a cogitar, por um instante, espalhar o rumor e consolidar a história do bastardo.

Mas logo percebeu que seria inútil.

Ele sabia muito bem a verdadeira razão pela qual Renato apoiava Daniel. Quem não sabia era apenas o público de fora.

Gabriel afundou-se na poltrona, irritado, perguntando a si mesmo por que Rafael precisava ser tão linguarudo a ponto de trazer-lhe aquela informação.

Agora, estava preso num dilema: sabia da verdade, mas não tinha como mudar nada. Só lhe restava se corroer de ciúmes, intoxicado pela própria amargura.

O tempo passou e a noite caiu silenciosa. Eram oito horas em ponto.

Do lado de fora do Palácio Atlântico, uma fileira interminável de carros de luxo chegava como um rio cintilante. Homens e mulheres desciam dos veículos impecavelmente vestidos, irradiando sofisticação e imponência.

Letícia compareceu acompanhada do irmão, Eduardo, de braço dado com ele.

— Posso sair mais cedo? — Perguntou em voz baixa.

— Srta. Letícia, se não consegue enxergar o caminho, faça logo uma cirurgia de miopia.

— Ora, mas não é o Sr. Gabriel? — Respondeu Letícia de imediato, com um sorriso de falsa surpresa. — Perdão mesmo, eu sou míope. Quem diria que era o senhor.

Gabriel ficou sem palavras...

“Maldição! Essa Letícia fez de propósito. E ainda tem coragem de bancar a inocente.”

— Então o Sr. Gabriel já está recuperado? — Entrou Eduardo na conversa, com tom irônico. — Eu jurava que aproveitaria a escuridão da noite para fazer fisioterapia no hospital.

— Agradeço sua preocupação, Sr. Eduardo. Já estou muito bem faz tempo. — Resmungou Gabriel, soltando um riso frio.

— Ah, é? — Eduardo estreitou os olhos e sorriu. — Porque, há pouco, quando minha irmã esbarrou de leve no seu ombro, o senhor tremeu dos pés à cabeça. Achei que estivesse se forçando a vir aqui esta noite, um exemplo de força de vontade apesar da deficiência.

“Esses irmãos da família Martins... Duas pragas de uma vez só.”

— Se sua irmã tropeçou de propósito, você sabe melhor do que ninguém. — Retrucou Gabriel num resmungo. — E quanto a essa força de vontade, o que vocês deviam mesmo era levá-la ao oftalmologista. A doença dela é muito mais séria.

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