O coração de Serena deu um salto. Ela se aproximou lentamente.
— Diretor Costa, que coincidência encontrá-lo aqui.
— Onde é “aqui”? — Felipe ergueu uma sobrancelha.
— No bar...
— Ah.
— Eu estava com fome e vim jantar.
— Você veio de propósito a um bar para jantar?
— O risoto de trufas negras deles é delicioso, eu adoro.
Felipe pegou sua mão e a levou para dentro do bar, acomodando-a em uma sala privada. Ele ainda pediu ao garçom um risoto de trufas negras.
— Espere por mim aqui.
— Eu como rápido...
— Então coma devagar. Grão por grão. Quando eu voltar, me diga quantos grãos de arroz tem neste prato.
— ...
Que maníaco!
Felipe soltou um risinho e saiu.
O risoto chegou rapidamente e era muito apetitoso, mas Serena não resistiu e pediu uma dose de cachaça ao garçom.
Quando Felipe terminou sua reunião e voltou à sala, encontrou Serena debruçada sobre a mesa, olhando com os olhos marejados para a dose de cachaça à sua frente.
Ele não pôde deixar de sorrir e se aproximou.
— Com tanta vontade assim?
Ao ouvir sua voz, Serena ergueu a cabeça, mas justamente nesse momento, as lágrimas que segurava rolaram pelo seu rosto.
— Não estou com vontade, não quero beber de jeito nenhum...
— Então por que está chorando?
— Eu...
Ela chorava por seus seis anos de juventude, desperdiçados amando um homem falso, egoísta e desprezível como Xavier. Sentia-se injustiçada e com raiva, por isso queria beber para afogar as mágoas, mas não podia.
Ah, que pena de si mesma.
Com esse pensamento, as lágrimas de Serena caíram com mais intensidade.
Ele a abraçou com mais força, trocando calorosamente o fôlego e o gosto da bebida.
No começo, Serena ainda tentava se explicar, mas logo se esqueceu de tudo. Enlaçou o pescoço dele com os braços, correspondendo ao beijo e querendo mais.
Em algum momento, ela já estava completamente sentada em seu colo, seu corpo dominado por ele. Restava-lhe apenas se entregar, encontrando nele sua salvação.
O cabelo estava bagunçado, as roupas desalinhadas. Aquele não era um beijo inocente.
— Satisfeita? — ele perguntou, com a respiração ofegante.
Ela mordiscou o lábio inferior dele, inebriada.
— Não.
E assim veio outra rodada, mais vertiginosa que qualquer bebida.
Mais tarde, Felipe levou Serena para o lugar onde ele morava, uma casa em um condomínio de luxo no centro da cidade.
A casa tinha três andares. O primeiro era a garagem e uma coleção de miniaturas de carros e outros modelos. O segundo era uma área de lazer, com escritório, um pequeno bar, academia e um grande terraço com piscina e uma estufa de vidro. O terceiro era a área de descanso, mas tinha apenas um quarto, uma cozinha e uma sala de jantar. O resto do espaço estava vazio.
Serena deu uma volta e, assim que se sentou na sala de jantar, Felipe colocou uma tigela com um caldo escuro e recém-preparado na sua frente.
— Beba.

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