Perdida em seus braços, Serena olhou para Felipe. Ele disse para confiar nele, e ela confiou.
Depois de uma noite de paixão, quando Serena já estava completamente entregue, Felipe a levou para o banho e depois a colocou na cama.
— Vamos ao cartório amanhã de manhã — disse ele, dando-lhe um pouco de água.
— Ok — respondeu Serena, aninhada sob as cobertas, com a voz fraca.
— Depois do casamento, você se muda para a casa do velho.
— E você?
— Quando não estiver ocupado, eu vou para lá.
Serena pensou por um momento.
— O senhor é um homem muito ocupado, eu compreendo perfeitamente. Portanto, ficarei no harém aguardando pacientemente por suas visitas ocasionais.
Felipe riu.
— Está se vendo como uma concubina?
— Que concubina o quê! Isso é para amantes. Eu sou a rainha!
Dizendo isso, Serena pegou o celular, marcou alguns dias no calendário, tirou um print e enviou para Felipe.
— Para que nossa parceria seja bem-sucedida e o senhor não perca seu tempo, anote estes dias. É o meu período fértil. O senhor pode escolher um desses dias para voltar para casa.
As ações e palavras de Serena eram diretas e francas, mas talvez um pouco profissionais demais.
Felipe se inclinou e mordiscou o lábio inferior dela.
— Isso também é perda de tempo.
— Então por que me beijou?
— É como beber ou fumar. Vicia.
Felipe já havia agendado um horário no cartório, então, assim que chegaram, foram atendidos.
Enquanto Felipe se afastou para atender uma ligação, o celular de Serena também tocou. Era Wilma.
— Onde você está? — ela perguntou, com a voz carregada de raiva.
Serena ergueu uma sobrancelha.
— Por acaso eu te devo satisfações?
— Você... volte para casa imediatamente, pegue a certidão de casamento e vá se divorciar do Xavier!


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira