Depois de acompanhar o Diretor Ochoa até o carro, Serena se preparava para ir ao estacionamento.
— Você não voltou para casa ontem à noite. Onde esteve?
Xavier saiu de repente do restaurante e bloqueou seu caminho.
— Fui para a casa de outro homem — disse Serena, dando de ombros.
— Serena! — gritou Xavier, furioso.
— E o que você tem a ver com isso?
— Nós vamos nos casar em breve. Acha que não tem nada a ver comigo?
— Eu já sei que você me traiu com a Ângela. Você acha que eu ainda vou me casar com você?
— Eu já disse, eu só queria um filho!
— Então, parabéns!
Serena deu uma risada de escárnio e o contornou, continuando em direção ao estacionamento.
— Eu quero um filho, e eu amo você. Uma coisa não interfere na outra.
— Então, por favor, pare de me amar. Sinto nojo.
— Posso te garantir que, assim que a Ângela der à luz, eu cortarei todos os laços com ela, trarei a criança para casa e nós dois a criaremos.
Aquilo chocou Serena de tal forma que ela parou, recompôs-se e se virou para encarar Xavier.
— Pode repetir o que você acabou de dizer?
Xavier pegou a mão de Serena.
— Primeiro, eu te amo, não há dúvida sobre isso. Quanto à Ângela, eu realmente agi por impulso na hora, mas depois pensei melhor. Ela é apenas uma ferramenta para gerar um filho para nós dois. Assim que a criança nascer, darei um dinheiro a ela para que desapareça do nosso mundo. Então, teremos nosso próprio filho. Você pode tratar essa criança como se fosse sua, fazer com que te chame de mãe, criá-la. Para você, que não pode ter filhos, isso também é uma forma de compensação da minha parte, não acha?
— Ugh!
Serena olhou para o rosto que um dia amou, ouvindo palavras tão repugnantes, e não pôde evitar uma ânsia de vômito.
— O que foi?



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