Ângela suspirou.
— Embora eu esteja esperando um filho do Xavier, eu não quero destruir o relacionamento de vocês.
— Ah, claro.
— Não podemos simplesmente manter as coisas como estão?
— O que quer dizer?
Ângela mordeu o lábio.
— Nós três, com o bebê, vivendo juntos.
— Ugh.
Depois de Xavier, Ângela conseguiu deixá-la com nojo novamente.
Vendo sua reação, Ângela franziu a testa.
— Serena, acredite, eu sofri muito mais do que você.
— Você se dá um valor que não tem — zombou Serena.
— Serena, não seja tão arrogante. Você realmente se acha grande coisa? Para a Família Marques, você não é nada, você...
Serena pegou o celular e tocou a gravação que fizera no estacionamento, com as palavras de Xavier.
“Serena, eu te amo, não há dúvida... ela é apenas uma ferramenta para gerar um filho para nós... farei com que ela desapareça do nosso mundo... de agora em diante, você será a mãe da criança...”
Ouvindo a gravação, o rosto de Ângela parecia levar um tapa atrás do outro. Ficou pálido, depois lívido e, por fim, se contorceu em uma máscara de fúria.
— Não, ele não pode fazer isso comigo!
Graciela, saindo da cozinha, também ouviu a gravação.
— Xavier! Então era isso que ele pensava! Eu sabia que esse desgraçado não era confiável!
— A culpa é sua! Foi você que o fez dizer isso! — Ângela se virou, furiosa, para Serena.
Serena deu de ombros.
— Quer me incriminar de novo?
— Serena, Xavier não pode tratar a Ângela assim! Você tem que fazê-lo assumir a responsabilidade por ela, e você também tem que assumir...
— Fora!
— Se você tocar na minha filha, eu...
— Sua velha, eu já te aturei demais!
Serena pegou o vaso de flores que estava no aparador da entrada e o arremessou na direção da cabeça de Graciela.
Graciela se assustou e recuou rapidamente, escapando por pouco.
— Você... você enlouqueceu!
Serena estava louca, sim, e estava adorando!
— Nunca mais apareçam na minha frente, senão...
Ela ergueu o vaso e o atirou no chão, bem aos pés delas.
Com um estrondo, cacos voaram para todo lado. Como estavam perto, alguns fragmentos atingiram suas pernas e pés, e as duas gritaram de dor.
— Você... você quer nos matar? Nós... vamos chamar a polícia...
— É melhor chamarem a polícia agora mesmo. Assim eu aproveito a oportunidade para contar para todo mundo as coisas maravilhosas que vocês fizeram! Quero ver quem vai ter cara para sair na rua depois!
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