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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 168

— Agora, seque as lágrimas.

Serena rapidamente passou a mão no rosto.

— Tire a remela dos olhos.

"Será que tem?", pensou. Não importava, Serena passou os dedos nos cantos dos olhos agilmente.

— E a meleca.

Serena: "..."

Vendo o olhar zombeteiro de Felipe, ela finalmente percebeu que ele estava brincando com ela.

Serena soltou um "aargh" de raiva e mordeu o queixo dele.

Enquanto os dois brincavam, ouviram um barulho vindo do andar de baixo.

— Screee... tum... bzzz...

Que som era aquele?

Felipe se levantou primeiro, pretendendo descer para verificar. Serena se levantou em seguida, pegando um vaso.

— Bem-vindo...

Os dois ainda estavam na escada quando ouviram a voz e pararam.

Que diabo era aquilo?

Serena agarrou apavoradamente o braço de Felipe. Olhando para o andar de baixo, viram dois pontos de luz verde-escura flutuando, como os olhos de um fantasma...

— Bem-bem-vindo... ao-ao-ao nosso... es-es-estabelecimento...

A voz definitivamente não era humana, era oca, sem inflexão, mortalmente monótona.

Enquanto Serena estava paralisada de medo, Felipe começou a descer as escadas.

— Não me deixe!

Em pânico, Serena o abraçou por trás.

— Como eu vou andar assim?

— Estou com medo!

Felipe provavelmente revirou os olhos, suspirou e, por fim, a carregou nas costas enquanto descia para acender a luz.

Quando a luz se acendeu, uma lata de lixo apareceu na frente deles.

Ela piscava seus olhos verdes intermitentes e dizia com uma voz mecânica: — Bem-vindo... vindo...

Difícil, mas não impossível. Com esse pensamento, Serena se jogou nos braços de Felipe e o beijou várias vezes na ponta dos pés.

— Amor, amor, conserta pra mim, por favor?

Felipe bufou. — Você se aproveita de mim e ainda quer que eu trabalhe para você?

Serena simplesmente se pendurou em Felipe. — Não importa, você tem que consertá-lo!

O fogo dentro deles ainda não havia se apagado completamente e, com essa brincadeira, ameaçava reacender.

Seus corpos se aproximaram, suas respirações se entrelaçaram.

Mas, naquele exato momento, a campainha tocou.

Quem poderia ser a uma hora daquelas?

Serena resmungou, relutantemente desceu de Felipe e foi verificar a câmera da porta. Era Xavier Marques.

E depois de tocar a campainha algumas vezes sem resposta, ele pegou uma chave.

A mente de Serena deu um branco. Ela correu de volta, agarrou Felipe e, no desespero, o empurrou para trás da cortina da sala.

— Psiu, meu marido chegou, não deixe que ele te veja!

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