— A mãe e a irmã do rapaz vieram implorar, e a Serena ainda as agrediu. Isso é passar dos limites.
O pai de Serena ficou em silêncio por um momento e depois pediu a Wilma que lhe passasse o telefone.
— Compadre, converse com a Serena. Não se pode ser tão cruel, nem esquecer os velhos laços.
Dizendo isso, ela entregou o celular a Serena.
Serena respirou fundo antes de olhar para seu pai na tela.
Seus cabelos estavam mais brancos, e seu rosto, mais magro.
— Serena, papai sabe que você não é como sua ex-sogra a descreveu. Você deve ter suas razões, mas onde puder perdoar, perdoe.
— Tudo bem, eu te escuto — Serena concordou imediatamente.
— Seu irmão é teimoso, você...
— Não se preocupe. Quando eu tiver tempo, dou uns tapas nele, e ele aprende a não ser mais teimoso comigo.
O pai de Serena sorriu, aliviado. — Ótimo, bata nele. Eu te dou o maior apoio!
Depois de tranquilizar o pai e desligar, o rosto de Serena se transformou. Ela ergueu o celular e o atirou com força no chão.
*Estilhaços.*
Wilma arregalou os olhos. — Você não tem um pingo de educação!
— Realmente não tenho! — Serena estreitou os olhos. — Se você ousar ligar para o meu pai de novo e perturbá-lo, não vou apenas quebrar seu celular!
— O que... o que você vai fazer?
— Eu vou te matar!
— ...
Vindo de outra pessoa, seria apenas uma ameaça. Mas vindo de Serena, era uma possibilidade real.
Ela tinha um temperamento forte, era impiedosa e, o mais importante, tinha coragem para isso.
No final, Serena ligou para a universidade e disse que não levaria mais o assunto adiante. A direção suspirou aliviada.
O assunto parecia encerrado, mas no final da tarde, Luciano e alguns valentões encurralaram Robson.
Quem contou a Serena foi o garoto do skate, ela não sabia como ele havia conseguido seu número de telefone.
— Como o Robson está? — perguntou Serena, apressadamente.

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