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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 191

Faltando apenas alguns dias para o casamento, a Família Nobre também estava em polvorosa.

Serena passou o dia todo na casa da Família Nobre. Pensou que, com uma empresa de eventos e os empregados da casa, não precisaria dela, mas assim que se envolveu, trabalhou o dia inteiro, sem sequer beber um copo d'água.

Vagner e o pai de Ângela saíram para pescar bem cedo, dizendo que só voltariam à noite, depois do jantar.

Serena trabalhou até a noite e, mal teve um suspiro de alívio, Elvis ligou para ela, dizendo que alguns amigos iam se reunir e a convidou para ir também.

— Acho melhor eu não ir — disse ela. O que ela faria em uma reunião de homens bebendo?

— Nós todos estamos levando acompanhantes. Só o Felipe que não tem, ele vai ficar sem graça.

— Ah, então tudo bem.

— Não precisa ligar para o Felipe, ele está em uma reunião. Venha primeiro, quando ele terminar, ele vem também.

— Certo.

Serena não pensou muito e dirigiu até o endereço que Elvis lhe deu. Era um clube de luxo.

Depois de entrar, subiu direto para o terceiro andar.

Assim que saiu do elevador, viu um homem alto de camisa preta empurrando uma mulher de vestido rosa em direção à escada de emergência. A mulher claramente não queria ir, segurando-se no batente da porta, enquanto o homem a empurrava com força.

— Meu querido, por favor, me perdoe! Eu não vou, estou com medo! — A voz da mulher estava rouca de pavor.

— Hoje você vai, querendo ou não. Os irmãos estão todos te esperando!

— Não faça isso, vocês vão acabar comigo!

— Hmph, de qualquer forma, hoje você não escapa!

— Socorro!

— Ninguém vai te salvar!

Serena olhou para os lados e não viu ninguém. Ela não queria se meter em encrenca, mas, pensando no que aquela mulher frágil estava prestes a sofrer, não conseguiu ficar sem fazer nada.

— Solte-a!

Serena tomou coragem e correu, agarrando primeiro o braço do homem de camisa preta. Quando ele, instintivamente, tentou se soltar, ela usou mais força e o torceu.

— Ai! — O homem soltou um gemido de dor e se virou rapidamente para ver. Era uma mulher, e ainda por cima uma cabeça mais baixa que ele. Seu rosto ficou vermelho de raiva e vergonha, e ele tentou revidar, mas foi chutado por Serena novamente.

Aquela risada era tão grave e expansiva que não podia ser de uma mulher. E ele ainda jogou o cabelo para trás, revelando um rosto barbudo, explodindo de testosterona.

Com um visual tão chocante, Serena o reconheceu imediatamente. Era o amigo de infância de Felipe, com quem ele jogava cartas.

— Foi um... pfft... um mal-entendido! — Fabrício não conseguia parar de rir. — Ele é meu amigo, nos encontramos aqui por acaso. Ele insistiu em me levar para a sala deles para beber, mas eu não me atrevo. Eles são todos uns beberrões. Se eu for, com certeza saio de lá rastejando.

Fabrício explicou a Serena e depois se virou para o homem de camisa preta.

— Você... seu merda, apanhou de uma mulher sem nem conseguir revidar...

— Eu não estava preparado! Podemos tentar de novo, se quiser!

— Você não tem amor à vida?

— O que você quer dizer?

— Sabe quem ela é?

— Hah, mesmo que o próprio Diabo aparecesse, eu ainda daria uma surra nela!

— Ela não é o Diabo, ela é a esposa do Diabo.

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