Felipe sorria com o cigarro entre os lábios, um sorriso que crescia em amplitude e orgulho.
Serena terminou sua sequência de golpes e, sob os olhares atônitos ou maravilhados da plateia, recolheu os punhos e se jogou nos braços de Felipe.
— Meu amor, vim te dar uma força.
Felipe ergueu o queixo, com medo de que a ponta do cigarro queimasse a pessoa em seus braços.
— Você veio dar uma força ou acabar com a festa?
Serena fez um charme deliberado.
— Eu sou tão delicada, não tenho força nem para levantar uma galinha. Como eu poderia acabar com a festa?
— Você não tem força para levantar uma galinha? — Fabrício balançou a cabeça, sem palavras.
Serena primeiro deu um sorriso astuto para Fabrício e depois se queixou para Felipe.
— Ele me provocou, disse que eu não tenho talento nem virtude, que não sou digna de me casar com você!
— O quê? Eu nunca disse isso! Não me acuse injustamente!
— Mas foi essa a ideia!
— Eu não tive essa intenção!
— Meu amor, vingue-se por mim! — Serena disse, aninhando-se no peito de Felipe com uma expressão de coitada.
Felipe sorriu e deu um tapinha na nuca dela.
— Tudo bem, eu vou dar um jeito nele.
Ao ouvir isso, Serena ficou satisfeita.
No entanto, era a despedida de solteiro de Felipe, e sua presença ali era realmente inadequada.
— Então eu vou para casa primeiro.
— Eu te acompanho até lá embaixo.
Serena só deixou que Felipe a levasse até a porta do elevador. Quando o elevador chegou, ela o abraçou pelo pescoço, ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo.
— O Fabrício disse que você vai levar uma bela moça para casa hoje à noite e que eu deveria dar espaço.
Felipe segurou sua cintura.
— Não confia em mim?
— Confio, mas...
— O quê?
— E se você não conseguir controlar o desejo?


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