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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 212

O lugar era um hotel. Serena pretendia deixar Alfredo e voltar para o restaurante, mas viu o rapaz guardar um tijolo na mochila.

Com medo de que ele fizesse alguma besteira por impulso, Serena decidiu acompanhá-lo.

No terceiro andar do hotel, a porta de um quarto estava aberta, com várias pessoas dentro e fora. Eram amigos de Alfredo, que também vieram dar apoio.

Alfredo correu e espiou para dentro. Viu seu amigo chorando com a cabeça entre as mãos, enquanto a mulher, enrolada em um lençol e com o cabelo bagunçado, fumava com indiferença. O amante era um homem musculoso, mas nem ele conseguia enfrentar tantos jovens fortes. Estava encurralado no quarto, ligando furiosamente para pedir reforços.

Serena também quis espiar, mas Alfredo cobriu seus olhos.

— O cara está sem roupa.

— Sério?

— Por que você ficou animada?

— Não fiquei, não diga bobagens.

— Cuidado, senão eu conto para o meu irmão!

Um dos amigos perguntou a Alfredo:

— E quem é essa bela moça?

— Minha cunhada.

O rapaz imediatamente chamou os outros, que se aproximaram e, em uníssono, cumprimentaram Serena respeitosamente com um “cunhada”.

— Na verdade, vocês também podem me chamar de irmã mais velha — brincou Serena.

— Irmã mais velha!

Aqueles jovens, na idade de aprontar, imediatamente mudaram o tratamento.

Alfredo revirou os olhos. Sentia como se tivesse soltado um lobo no meio do rebanho.

— O que estamos esperando? É só dar uma surra nele e pronto, não? — perguntou Alfredo.

— Com certeza vamos dar uma surra nesse desgraçado, mas uma surra não resolve o problema — respondeu um dos amigos.

— Então como resolve?

— As duas famílias não têm uma aliança de negócios? Nosso amigo com certeza não quer mais essa mulher, mas para anular o noivado, os pais de ambos precisam saber o que aconteceu.

Ofélia Branco…

A filha mais velha do ramo principal da Família Branco, a sucessora cuidadosamente preparada pelo avô Branco.

Naquele verão, ela foi expulsa pela senhora Branco, que disse que sua existência era uma mancha para a Família Branco e que essa mancha deveria se afastar, nunca mais aparecer diante deles, para não sujar seus olhos.

Naquele dia chovia muito. Quando chegou à porta da Família Branco, estava faminta há dois dias. Eles a empurraram para fora, e ela caiu, machucando os joelhos, sem conseguir se levantar por um bom tempo.

Nesse momento, uma garota de vestido branco saiu com um guarda-chuva. Ela a olhou com arrogância, o rosto cheio de desprezo.

Jogou-lhe um pedaço de bolo comido pela metade e disse, com frieza:

— Hoje é meu aniversário, e por acaso é o seu também. O vovô preparou uma festa para mim, com muitas pessoas vindo me parabenizar. Todos disseram “feliz aniversário”. Recebi tantos votos que vou te dar um também: Serena, feliz aniversário.

Aquele pedaço de bolo, desmanchado pela chuva, era como a própria Serena naquele momento.

— Mas, Serena, você é uma Luz, não uma Branco. Você não deveria ter vindo à minha casa!

Serena emergiu de suas memórias distantes e olhou novamente para Ofélia, que já se aproximava.

***

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