O lugar era um hotel. Serena pretendia deixar Alfredo e voltar para o restaurante, mas viu o rapaz guardar um tijolo na mochila.
Com medo de que ele fizesse alguma besteira por impulso, Serena decidiu acompanhá-lo.
No terceiro andar do hotel, a porta de um quarto estava aberta, com várias pessoas dentro e fora. Eram amigos de Alfredo, que também vieram dar apoio.
Alfredo correu e espiou para dentro. Viu seu amigo chorando com a cabeça entre as mãos, enquanto a mulher, enrolada em um lençol e com o cabelo bagunçado, fumava com indiferença. O amante era um homem musculoso, mas nem ele conseguia enfrentar tantos jovens fortes. Estava encurralado no quarto, ligando furiosamente para pedir reforços.
Serena também quis espiar, mas Alfredo cobriu seus olhos.
— O cara está sem roupa.
— Sério?
— Por que você ficou animada?
— Não fiquei, não diga bobagens.
— Cuidado, senão eu conto para o meu irmão!
Um dos amigos perguntou a Alfredo:
— E quem é essa bela moça?
— Minha cunhada.
O rapaz imediatamente chamou os outros, que se aproximaram e, em uníssono, cumprimentaram Serena respeitosamente com um “cunhada”.
— Na verdade, vocês também podem me chamar de irmã mais velha — brincou Serena.
— Irmã mais velha!
Aqueles jovens, na idade de aprontar, imediatamente mudaram o tratamento.
Alfredo revirou os olhos. Sentia como se tivesse soltado um lobo no meio do rebanho.
— O que estamos esperando? É só dar uma surra nele e pronto, não? — perguntou Alfredo.
— Com certeza vamos dar uma surra nesse desgraçado, mas uma surra não resolve o problema — respondeu um dos amigos.
— Então como resolve?
— As duas famílias não têm uma aliança de negócios? Nosso amigo com certeza não quer mais essa mulher, mas para anular o noivado, os pais de ambos precisam saber o que aconteceu.
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