Eles procuraram em várias filiais da Bolo Doce, mas, àquela hora, todas já estavam fechadas.
Serena suspirou várias vezes.
— Deixa para lá, posso viver sem ele.
Suas palavras estavam carregadas de mágoa. Ela virou o rosto e enxugou uma lágrima.
Felipe, achando graça, pegou o celular e ligou para o número na porta da loja.
— Sei que vocês já fecharam, mas seria possível fazer um bolo agora? O preço não é problema.
Logo, a porta da loja se abriu, e um funcionário os recebeu calorosamente.
— Nosso confeiteiro já está preparando o bolo lá nos fundos. Por favor, aguardem um momento.
Serena não estava completamente satisfeita.
— Seria perfeito se estivesse chovendo agora.
Felipe suspirou, impotente.
— Você precisa entender que há coisas que nem um marido consegue fazer.
Serena imediatamente fez manha.
— Meu marido é o melhor, o mais poderoso!
A espera deveria ter sido longa, mas, para Serena, por algum motivo, passou rápido. Tão rápido que ela mal teve tempo de organizar suas emoções, e uma caixa de bolo de mirtilo foi colocada à sua frente.
Ela não quis comer na loja e insistiu em levar Felipe para uma praça vazia.
O funcionário, pensando que era o aniversário de um deles, deu-lhes chapeuzinhos de festa e velas.
Serena pensou em jogá-los fora, mas Felipe pegou um chapeuzinho, colocou na cabeça dela, espetou as velas no bolo e as acendeu, uma por uma.
— Parabéns para você, nesta data querida…
Felipe cantava e batia palmas, olhando para ela com um sorriso nos olhos, que brilhavam como estrelas no céu noturno.
Serena também sorriu e, ao mesmo tempo, sentiu um lugar escuro e frio dentro de si se encher de calor.
Depois de cantar, Felipe pediu que ela fizesse um desejo.
— Hoje não é meu aniversário — disse Serena.
— Eu sei, mas que diferença faz? Se você quiser, posso comemorar seu aniversário a qualquer momento, até mesmo uma vez por dia.
Serena, pensando que pelo menos deveria provar, comeu o pedaço de bolo. Felizmente, Felipe havia limpado tudo direitinho, e ela não teve reação alérgica.
Como a praça ficava perto da casa de Felipe, os dois voltaram para a sua mansão.
Assim que entraram, viram Robson diante de um computador, coçando a cabeça, e ao lado dele, seu robô de entregas.
Felipe havia dito que conseguiria consertá-lo, então ela o trouxera alguns dias antes.
— Então, ontem você o trouxe do restaurante para cá, e ele passou o tempo todo mexendo nesse robô? — perguntou Serena.
Felipe sorriu.
— Ele está só no primeiro ano da faculdade, não é? Com certeza estudou muita coisa por conta própria. Tem muitas ideias, é muito capaz, não fica atrás de profissionais da área.
— Sério?
Robson sempre gostou de computadores desde pequeno. Ela sabia que ele não jogava, mas o que ele fazia exatamente, ela não tinha ideia.
— Felipe, não sei onde errei neste programa. Pode me ajudar a dar uma olhada? — Robson gritou, sem virar a cabeça.
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