— Serena, esperei por você a manhã inteira! Por que só voltou agora?
Serena olhou para Silvana e para Ângela Lopes, que a seguia, e arqueou uma sobrancelha. — Por que estava me esperando?
Silvana esfregou as mãos. — Bem... naquele dia, eu não bati no seu carro de propósito. Sabe, será que você poderia me isentar do pagamento do conserto?
Serena inclinou a cabeça, avaliando Silvana. — Você não era toda arrogante antes? E agora? Ficou sem dinheiro para me pagar e perdeu a arrogância?
— Antes... nós tivemos alguns mal-entendidos.
— Mal-entendidos? — Serena bufou. — Você dar dois mil para a Ângela me acusar de roubar seu celular foi um mal-entendido? Você ameaçar meu pai para que ele se ajoelhasse para você em plena nevasca foi um mal-entendido? Você me chamar de amante na faculdade foi um mal-entendido?
— Eu...
— Francamente, que cara de pau a sua de vir me pedir para te perdoar.
— Eu errei. Peço desculpas, está bem?
— Poupe-me! Sua desculpa verbal não vale um centavo para mim. Mesmo que você se ajoelhasse, não faria diferença. Eu ainda acharia que você está sujando o meu chão!
— Serena, eu já pedi desculpas! Não seja tão implacável!
— E se eu for? O que você vai fazer?
Ângela franziu a testa. — Serena, fomos colegas de classe por quatro anos. Pega leve.
— Cale a boca você. Se ela é uma encrenqueira, você é a própria encrenca. Aliás, se não fosse por você tê-la instigado, o que aconteceu naquele dia nunca teria ocorrido!
— Que jeito horrível de falar! — O rosto de Ângela ficou vermelho de raiva.
— Você e ela formam a dupla perfeita. Farinha do mesmo saco, sem-vergonha, sem limites, com a moral corrompida, ingratas, piores que animais!


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira