No instante em que viu Serena, Silvana ficou paralisada.
Ela viu todos na sala de reuniões tratando Serena com o máximo respeito, chamando-a de "Jovem Senhora", e ela aceitando o título com naturalidade, como se realmente fosse...
— Acho que não preciso me apresentar, certo? — Serena sentou-se na cadeira ao lado de Silvana e se virou para ela. — Afinal, somos velhas colegas de classe, e nos vimos ontem mesmo.
Silvana forçou um sorriso. — Serena, não imaginava que você era mesmo a esposa do Diretor Costa. Que... que ótimo, parabéns.
— Obrigada — Serena sorriu.
— Acho que as coisas que eu disse ontem podem ter te causado um mal-entendido. Eu estava só brincando.
— O que você disse ontem?
— Eu...
Silvana estava prestes a falar, mas se lembrou que não estavam sozinhas e que suas palavras poderiam se tornar provas de que ela estava vazando segredos da empresa.
— Eu não disse nada. Foi tudo imaginação sua.
Serena balançou a cabeça, rindo, e em seguida deu play em um vídeo.
O vídeo era da cena em frente à sua casa no dia anterior, onde Silvana declarava que, se Serena fosse a jovem senhora do Grupo Glória, ela pediria demissão.
— Eu estava... estava só brincando.
— Então sua palavra não vale nada?
— ...
Serena não se deu ao trabalho de discutir e continuou o vídeo. Em seguida, veio a parte em que ela exigia que a Família Marques pagasse os seiscentos mil para que ela lhes desse os projetos e os preços dos concorrentes.
A câmera de segurança de sua casa havia gravado tudo, com imagem e som cristalinos.
Silvana ficou boquiaberta. Os outros colegas na sala, ao ouvirem aquilo, ficaram indignados.
O projeto em que trabalharam tanto quase fora arruinado por causa dela.
— Silvana, você tem noção do impacto que isso teria na empresa?
— Você prejudicaria todos os seus colegas de equipe, sabia?



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