— Até para jogar baralho é preciso usar a cabeça. E você, você tem cabeça?
— ...
— Claro que tem. Só não muita.
Depois de zombar um pouco, Felipe pegou a enxada de volta e a colocou em seu lugar.
— O que aconteceu? Eu só tirei um cochilo lá dentro e vocês já maltrataram o meu convidado desse jeito? — Mirella Nunes saiu da casa, bocejando. Ao ver Xavier, aproximou-se lentamente.
— Demos o maior respeito ao seu convidado. O nosso Diretor Costa em pessoa jogou várias rodadas com ele. — Fabrício disse em tom de brincadeira, mas secretamente lançou vários olhares para a irmã.
Mirella sorriu. — Isso é que é maltratar. Quem em sã consciência se atreveria a jogar cartas com o Diretor Costa? É pedir para ser humilhado!
— Foi ele quem quis jogar! — acrescentou Elvis.
— Ah, então a culpa não é de ninguém, a não ser da falta de juízo dele!
A frase de Mirella fez todos rirem. Ela se aproximou e ajudou Xavier a se levantar.
— Está um frio danado. Por que você está sem roupa? — Mirella tentou vestir Xavier.
— Ele perdeu mais uma rodada, ainda não tirou a cueca! — disse alguém da plateia, e os outros concordaram, dizendo que, se começou a jogar, tinha que aceitar as consequências.
— Tirar mais? — Mirella fez uma careta. — Vocês querem ver?
— Queremos!
Alguém gritou, e todos riram.
— Quero ir embora — Xavier sussurrou para Mirella, com o rosto vermelho de vergonha.
Mirella olhou para sua aparência patética com um flash de nojo nos olhos, mas ainda assim disse: — Se você quer ir, pode ir. Eles não são bandidos, não vão te forçar a nada. Mas pense bem: você realmente quer desistir do projeto do Grupo Glória?
— Isso não tem a ver com o projeto.


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